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economia
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Banco Central lança sistema para registrar duplicatas escriturais

Novo sistema promete reduzir custos e aumentar a concorrência

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 03:15
Banco Central lança sistema para registrar duplicatas escriturais

Nesta semana, o Banco Central (BC) lançou um novo sistema para registrar duplicatas escriturais, um tipo de documento eletrônico que mostra que uma empresa possui valores a receber de vendas realizadas a prazo. Essa mudança tem o intuito de aumentar a concorrência e reduzir os custos para as companhias que utilizam serviços de antecipação de recebíveis, que permitem àquelas que necessitam de liquidez imediata transformarem suas vendas futuras em capital disponível.

Como funciona a antecipação de recebíveis

Nas vendas a prazo, a empresa fornece o produto ou serviço, mas o pagamento ocorre posteriormente. Para obter dinheiro antes, ela pode recorrer à antecipação junto a instituições financeiras, pagando uma taxa por esse serviço. Com o novo sistema, é possível que diversas instituições verifiquem mais facilmente quem tem direito a receber esses pagamentos, o que deverá intensificar a competição e, consequentemente, a diminuição dos juros aplicados às empresas.

Fluxo de vendas a prazo no Brasil é de aproximadamente R$ 10 trilhões anuais.

O projeto espera facilitar o processo para que os fornecedores possam, com um simples comando, liberar a visualização de suas duplicatas para os bancos interessados, que, por sua vez, poderão enviar propostas de taxas de juros competitivas. Ricardo Vieira Barroso, chefe do Departamento de Normas do BC, explicou que uma vez efetivada a escolha do fornecedor, será gerado um 'boleto dinâmico', assegurando que os pagamentos sejam direcionados automaticamente à instituição que antecipou os fundos.

Vantagens do novo sistema

O sistema proporciona maior segurança nas transações, permitindo uma comparação eficaz entre as ofertas de diferentes financiadores e, assim, favorecendo negócios com custos mais baixos.

Tradicionalmente, empresas que utilizam boletos correntemente enfrentam dificuldades para obter crédito em instituições diferentes daquelas que emitem seus documentos, limitando suas opções. Com o novo modelo, a integração dos sistemas de registro e pagamento garante que valores sejam corretamente alocados e que o crédito seja acessível e seguro.

Transição para o novo modelo

O processo de adoção deste novo sistema inclui uma fase chamada 'tombamento', que visa integrar contratos existentes entre empresas e financiadores ao novo ambiente digital. Essa ação garante que os acordos anteriores sejam mantidos e continuem a produzir efeitos nos novos sistemas de registro e escrituração.

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O sistema não só facilita a compra de direitos como reduz a insegurança de quem está comprando. Isso pode diminuir as taxas para quem vende e beneficiar ambos os lados do mercado.

Com a expectativa de que o novo sistema esteja completamente operacional até o final de 2026, o Banco Central busca criar um ambiente mais dinâmico e competitivo no mercado de crédito, potencialmente revolucionando a forma como as empresas lidam com suas operações financeiras.

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