Voltar
economia
2 min de leitura

Banco da República da Colômbia aumenta taxa de juros para 12% ao ano

Aceleramento da inflação foi o principal fator para a decisão.

João Pereira30 de junho de 2026 às 16:25
Banco da República da Colômbia aumenta taxa de juros para 12% ao ano

O Banco da República da Colômbia, conhecido como Banrep, anunciou nesta terça-feira, dia 30, um aumento significativo em sua taxa básica de juros, que passa de 11,25% para 12% ao ano. Essa ação reflete a preocupante aceleração da inflação e as altas expectativas inflacionárias no país.

A decisão de aumentar a taxa foi resultado de uma votação divisória entre os diretores do banco: quatro votaram pelo incremento de 75 pontos-base, enquanto dois prefeiram uma elevação menor, de 50 pontos, e um membro optou pela manutenção da taxa.

Em maio, a inflação totais alcançou 5,8%, enquanto a inflação básica, que exclui preços de alimentos e itens regulados, subiu para 6%. Esses índices estão bem acima da meta de 4% estabelecida pelo Banco Central da Colômbia.

O PIB da Colômbia cresceu 2,2% no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao crescimento de 2,0% no quarto trimestre de 2025.

Ainda de acordo com o Banrep, a economia do país continua demonstrando uma demanda interna mais robusta em comparação à produção. Contudo, os diretores do banco expressaram preocupação com a incerteza no cenário externo, incluindo o conflito no Oriente Médio, que impacta preços de combustíveis e fertilizantes.

Expectativas de Inflação

Até maio, as expectativas de inflação captadas em pesquisas e no mercado aumentaram em todos os prazos. No mês seguinte, houve uma reversão parcial nas expectativas implícitas nos ativos financeiros, segundo o banco central.

Conforme a autoridade monetária, o objetivo principal da alta dos juros é redirecionar a inflação para um caminho de queda. O Banrep já sinalizou que as decisões futuras vão depender de novos dados econômicos.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia