Voltar
economia
2 min de leitura

BC aponta juros altos e inflação persistente em audiência no Senado

Gabriel Galípolo destaca desafios econômicos do Brasil em audiência pública

Acro Rodrigues19 de maio de 2026 às 11:35
BC aponta juros altos e inflação persistente em audiência no Senado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltou em audiência no Senado que o Brasil enfrenta taxas de juros acima da média de países equivalentes, e a inflação continua desafiadora, superando a meta estabelecida nos últimos anos.

Galípolo, durante sua fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (19), lembrou que o Banco Central não precisou enviar carta ao Ministério da Fazenda apenas em 2020 e 2023, e que em seis anos, a meta de inflação não foi atingida em quatro ocasiões.

Essa situação levanta a questão se o Brasil requer um esforço monetário maior do que outros países para alcançar resultados similares.

Ele destacou que um aspecto crucial desse debate é o comportamento dos núcleos de inflação, que atualmente apresentam níveis semelhantes à inflação total. Galípolo também mencionou o misery index, que combina as taxas de desemprego e inflação, e observou que esse indicador está em seu menor nível histórico no Brasil, embora a percepção de bem-estar tenha sido afetada por choques de oferta.

O presidente do Banco Central explicou que a percepção de preços altos em itens como carne, leite e ovos impacta mais a população do que os índices inflacionários gerais. Ele sinalizou que os impactos da pandemia, como choques de oferta e perda de renda, resultaram em um aumento no uso de financiamentos pelas famílias brasileiras, tendência que se intensificou com a crescente bancarização e a popularização do sistema Pix.

Essa discussão é crucial para o setor agropecuário, já que a inflação e os juros altos impactam diretamente o custo do crédito e o planejamento de investimentos. No entanto, Galípolo não forneceu detalhes sobre os efeitos concretos para o setor durante a audiência.

Sua apresentação reforçou que, sem mudanças na política monetária no curto prazo, o cenário econômico dependerá da evolução dos preços e da atividade econômica, o que pode ter consequências diretas sobre o crédito e o financiamento em diversos setores.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia