Voltar
economia
2 min de leitura

Juros futuros sobem com aumento das tensões no Oriente Médio

A volatilidade do petróleo afeta as expectativas de inflação

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 18:45
Juros futuros sobem com aumento das tensões no Oriente Médio

Os juros futuros apresentaram uma alta notável na quarta-feira (8), influenciados por preocupações renovadas sobre os impactos do petróleo na inflação, acentuadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 14,04% para 14,055%. Para janeiro de 2029, a taxa aumentou de 14,285% para 14,38%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 14,385% para 14,485%.

As pressões sobre a inflação aumentaram, colocando um desafio adicional para os bancos centrais.

O mercado ficou tenso após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revogar uma licença que anteriormente permitia a venda de petróleo do Irã. A situação se intensificou com ataques militares americanos em resposta a ações iranianas contra embarcações comerciais.

As declarações do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance durante a cúpula da Otan reforçaram a aversão ao risco, com Trump declarando que o cessar-fogo com o Irã estava encerrado e mencionando a possibilidade de operações militares.

No que diz respeito ao mercado financeiro, 71% das apostas indicam um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic na reunião de agosto, embora especialistas alertem que uma nova alta do petróleo pode alterar essas expectativas.

No cenário internacional, a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) não trouxe impactos significativos nas curvas de juros dos Estados Unidos ou do Brasil, mas confirmou uma abordagem mais cautelosa do Federal Reserve, segundo o economista Thomas Ryan da Capital Economics.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia