Aprovação da mistura B17 encontra resistência no governo.

O setor de biocombustíveis enfrenta desafios para a elevação da mistura de biodiesel no diesel, sendo os planos de aumentar a mistura de 15% (B15) para 17% (B17) um tema complexo. Jerônimo Goergen, presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), acredita que testes laboratoriais podem viabilizar a adoção de uma mistura intermediária de 16% (B16) ainda em 2026.
Goergen destaca a importância da disponibilidade do setor em colaborar com o governo federal, tanto por meio de articulação institucional quanto com investimentos, para que os testes necessários à aprovação avancem. As declarações ocorrem em um cenário onde Marlon Arraes, secretário substituto do Ministério de Minas e Energia, anunciou o início dos testes para maior mistura de biodiesel em maio, com um orçamento estimado em R$ 8 milhões.
"O Ministério tem o empenho e conta com o início dos testes em maio. Queremos e precisamos fazer com que os testes sejam iniciados o mais rapidamente possível, afirmou Marlon Arraes.
✨ Os ensaios testarão misturas de até 25% de biodiesel, com conclusão prevista em fevereiro de 2027.
Os testes são determinados pela Lei do Combustível do Futuro, que deve validar a mistura antes da implementação.
Embora existam propostas da indústria para procedimentos de testes mais simplificados, o governo não aceitou essas sugestões. Segundo Arraes, os testes proporcionarão garantias sobre o comportamento de motores e do diesel com essas novas concentrações, fundamentais para a decisão sobre a mistura no Brasil.
Caso os ensaios se iniciem em maio, o prazo para conclusão coincide com um período crítico nas relações políticas, onde os temas tendem a mudar para questões mais populistas. Contudo, Goergen se mantém esperançoso sobre os avanços da Aprobio, reconhecendo as dificuldades.
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Jornalista especializado em Economia

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