Brasil e EUA prorrogarão negociações para evitar novas tarifas
Expectativa é selar acordo antes de decisão sobre tarifas comerciais

O governo brasileiro e os Estados Unidos deverão prolongar o prazo do grupo técnico encarregado de discutir temas comerciais, com o intuito de prevenir a implementação de novos impostos sobre produtos brasileiros no mercado americano.
A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme que o governo Trump, mesmo com as negociações em andamento, possa aumentar tarifas sobre as importações do Brasil, alegando práticas comerciais desleais. Inicialmente, as conversações estavam programadas para 30 dias, mas, conforme informações obtidas, a duração será estendida.
✨ Negociações se estenderão após o prazo inicial, que termina nesta sexta-feira (5).
Fontes envolvidas nas discussões afirmam que não houve progresso suficiente para concluir o trabalho, e por isso, a expectativa é de que as atividades continuem. Uma fonte revelou: 'Em trinta dias teríamos que encontrar pontos de convergência e ainda estamos nesta fase.'
Investigações e prazos em jogo
Em relação à Seção 301, que investiga práticas desleais contra empresas americanas, o prazo para emissão das recomendações encerra-se no dia 15 de julho. O Brasil busca reunir essas decisões em um único pacote a ser discutido durante as negociações.
Contexto
A Seção 301 da legislação comercial americana permite a investigação sobre políticas de outros países que possam prejudicar empresas americanas.
Recentemente, houve uma reunião virtual entre os representantes técnicos dos dois países e um contato adicional entre Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. Essa interação é vista como uma tentativa crucial para manter as negociações ativas.
O MDIC também se prepara para a divulgação de um resultado preliminar sobre a investigação da Seção 301, que pode impactar diretamente as exportações brasileiras. A preocupação é que novas tarifas, que poderiam variar entre 30% e 50%, sejam impostas, a depender das conclusões a serem emitidas.
Com as investigações em andamento, tanto autoridades brasileiras quanto representantes do setor privado aguardam um informe oficial sobre o andamento das negociações. O objetivo principal é evitar qualquer nova tarifa até a conclusão das discussões.
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