Análise aponta que novas tarifas elevam custos para alguns setores, mas lista de exceções reduz impacto econômico geral.

A economista-chefe da InvestSmart XP, Mônica Araújo, avalia que a decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301, de concluir as investigações sobre o comércio bilateral e sugerir a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho de 2026, deverá ter impacto limitado sobre a economia brasileira.
✨ Segundo a análise, a tarifa média efetiva dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deverá subir para cerca de 18%.
De acordo com a economista, a manutenção da lista de exceções reduz significativamente os efeitos econômicos da medida para o Brasil. Ela destaca que a taxação já era amplamente esperada pelo governo e pelo mercado diante das dificuldades nas negociações entre os dois países e da baixa expectativa de adiamento da entrada em vigor das tarifas.
"O momento político do Brasil, com a proximidade das eleições gerais, dificultou um diálogo mais pragmático e efetivo.
A análise também destaca o tom adotado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao justificar a tarifa adicional em publicação nas redes sociais, mencionando a falta de avanços nas negociações e atribuindo um viés político ao processo. No Brasil, a resposta oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguiu a mesma linha, com o anúncio de medidas de apoio aos setores afetados e a possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade.
Segundo Mônica Araújo, esse cenário tende a dificultar uma retomada do diálogo entre os dois países no curto prazo, mantendo o ambiente de incerteza nas relações comerciais.
Apesar do aumento das tensões diplomáticas, a economista avalia que os efeitos macroeconômicos deverão ser limitados. A estimativa é de que a tarifa média efetiva aplicada pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras suba para aproximadamente 18%, um avanço de quase seis pontos percentuais sobre um fluxo comercial que já vem apresentando redução desde 2025.
As informações desta matéria são baseadas na análise divulgada por Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart XP, sobre os impactos das novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
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Jornalista especializado em economia

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