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economia
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Brasil reage a tarifas dos EUA sobre etanol e defende regras da OMC

Unica lamenta restrições e reafirma compromisso com acordos internacionais

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 11:20
Brasil reage a tarifas dos EUA sobre etanol e defende regras da OMC

A recente decisão do governo dos Estados Unidos de impôr tarifas ao etanol brasileiro provocou uma reação imediata da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que criticou a medida.

Em um comunicado oficial, a Unica destacou que não existem acordos bilaterais que obriguem o Brasil a oferecer tratamento tarifário diferenciado ao etanol proveniente dos EUA. A entidade lamentou a nova política tarifária, afirmando que a legislação brasileira está em linha com as diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O tratamento tarifário brasileiro é não discriminatório e respeita compromissos internacionais.

A Unica argumenta que a queda nas exportações de etanol dos EUA para o Brasil é majoritariamente atribuída ao crescimento da produção nacional do biocombustível, especialmente o etanol oriundo do milho. Este crescimento, segundo a entidade, não deve ser confundido com mudanças nas tarifas brasileiras.

Além disso, a entidade apontou que as restrições comerciais entre os dois países são assimétricas, com o Brasil enfrentando tarifas e limitações para as exportações de açúcar, enquanto o etanol é tratado de maneira não discriminatória.

A Unica também afirmou que o ambiente regulatório do Brasil está aberto à entrada de produtores internacionais, incluindo os dos EUA, e enfatizou que políticas como o RenovaBio garantem um tratamento não discriminatório para todos os setores.

"

Confiamos na capacidade do governo brasileiro de negociar questões comerciais com os Estados Unidos e estamos aqui para oferecer suporte técnico como setor.

Por fim, a Unica reiterou seu compromisso em defender soluções que promovam o diálogo e a cooperação entre Brasil e Estados Unidos, sempre respeitando as normas do comércio internacional.

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