Novo projeto da USP transforma resíduos orgânicos em biometano e biofertilizantes

São Paulo inicia um novo capítulo na gestão de resíduos sólidos com a inauguração, em 30 de novembro de 2026, de uma usina inovadora que transforma resíduos orgânicos em energia elétrica, biometano e biofertilizantes. Este projeto-piloto, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), conta com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás).
A planta, que opera em escala industrial e comercial, processa atualmente 25 toneladas de resíduos orgânicos por dia, com potencial de expansão para 43,5 toneladas. Utilizando biodigestão, cada tonelada de resíduos pode gerar entre 120 e 180 Nm³ de biogás, que é convertido em eletricidade e biometano.
✨ O biometano gerado atende carros movidos a GNV e pode ser injetado na rede de gás.
Além de gerar energia elétrica que abastece a rede da USP e o Sistema Interligado Nacional (SIN), a usina converte cerca de 80% dos resíduos em digestato, um biocombustível que está sendo testado em parcerias com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios para aplicações agrícolas. A secretária Natália Resende destacou que o projeto é vital para aumentar a matriz energética renovável do estado, atualmente com quase 60% de energia limpa.
"Estamos reduzindo o envio de resíduos para aterros e aproveitando esses materiais em benefício da sociedade
O projeto recebeu cerca de R$ 10 milhões, com investimentos adicionais de R$ 3,5 milhões em equipamentos, apostando no futuro do biometano, área em que São Paulo se destaca com nove das 19 plantas em operação no Brasil.
Com a conclusão da usina de refino, a experiência gera não apenas energia, mas também contribui para a redução das emissões de gases do efeito estufa, fortalecendo a sustentabilidade no estado.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Com ondas de calor, britânicos reconsideram refrigeração em lares

Organizações pedem mais inclusão nas discussões sobre desertificação

Novo documento foca principalmente na agropecuária, maior emissora de metano do país.

Pastoreio preventivo se destaca em estratégias contra incêndios