Valores atingem US$ 2,45 bilhões, o maior desde 1995.

Os brasileiros gastaram um total de US$ 2,45 bilhões no exterior em julho de 2026, de acordo com o Banco Central. Este é o maior valor já registrado desde que a instituição iniciou suas contagens em janeiro de 1995.
O aumento dos gastos ocorre em um momento de valorização do real, com o dólar fechando julho a R$ 5,0696, uma queda de 7,64% no ano. Com isso, os custos relacionados a viagens, como passagens e hospedagens, acabaram sendo mais acessíveis.
✨ Em julho, os gastos no exterior superaram o recorde anterior de julho de 2014, que foi de US$ 2,41 bilhões.
Outro fator que favorece essa alta é a temporada de férias escolares, quando muitas famílias viajam. Além disso, a recuperação da economia brasileira, embora tenha desacelerado este ano, ainda se reflete nas contas dos viajantes.
No total, durante os sete primeiros meses de 2026, os brasileiros gastaram US$ 15,1 bilhões no exterior, um novo recorde para esse período.
Segundo o BC, o déficit nas contas externas brasileiras diminuiu 9,6% nos primeiros sete meses de 2026. Com um saldo negativo de US$ 35,97 bilhões, o número é mais baixo comparado ao déficit de US$ 39,78 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.
O déficit é um indicador que reflete que as despesas superaram as receitas, e é influenciado pelo nível de atividade econômica. Com o crescimento, há maior demanda por produtos e serviços do exterior.
Somente em julho, o déficit em transações correntes foi de US$ 8,11 bilhões, em comparação a US$ 6,944 bilhões no mesmo mês do ano anterior.
Os dados também mostram um aumento nos investimentos estrangeiros diretos no Brasil, totalizando US$ 54,44 bilhões nos sete primeiros meses do ano, em comparação com US$ 43,74 bilhões no mesmo período de 2025.
Esse crescimento foi suficiente para cobrir o déficit em transações correntes, demonstrando a força da economia brasileira no cenário internacional.
Em julho, os investimentos diretos somaram US$ 7,46 bilhões, ligeiramente abaixo dos US$ 8,4 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.
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Jornalista especializado em economia

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