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    Mercado Financeiro
    2 min de leitura

    Dólar fecha em alta e atinge maior cotação desde julho

    Moeda americana encerra cotada a R$ 5,1799, influenciada por fatores externos.

    Gabriel RodriguesAtualizado 12 de agosto às 21:25
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    Dólar fecha em alta e atinge maior cotação desde julho
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    O dólar fechou a quarta-feira (12) com um aumento de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,1799. Este foi o maior valor de fechamento da moeda desde o dia 2 de julho, quando foi cotada a R$ 5,2082.

    Durante a tarde, a moeda atingiu uma máxima de R$ 5,1809 após ter permanecido próximo à estabilidade por um bom período. O avanço acumulado da moeda em agosto já alcança 2,16%.

    As flutuações do câmbio foram impactadas por fatores externos, especialmente pela valorização do dólar em nível global e pela elevação das taxas dos Treasuries dos EUA, que pressionaram moedas de mercados emergentes.

    O índice DXY, que mede o desempenho do dólar comparado a uma cesta de seis moedas fortes, também subiu ao longo do dia, tocando 100,000 pontos e atingindo uma máxima de 100,023 pontos.

    No início do dia, o dólar até apresentou uma leve queda momentânea, após a divulgação de dados de inflação ao consumidor nos EUA referentes a julho, que estavam alinhados com as expectativas do mercado. Essa informação reforçou a expectativa de que o Federal Reserve manteria sua taxa de juros inalterada em setembro.

    Operadores do mercado também mencionaram que o dia foi marcado por uma acomodação nas negociações locais, seguindo correções significativas que ocorreram no dia anterior nos ativos domésticos. Isso foi influenciado pelo rebaixamento da recomendação do JPMorgan para o Brasil e pelas repercussões de pesquisas eleitorais, em meio à saída de capital estrangeiro da bolsa.

    No contexto atual, o diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, destacou que a desvalorização do real neste mês está relacionada a um ajuste de portfólio em mercados emergentes e ao aumento da volatilidade devido à proximidade das eleições presidenciais. Segundo ele, este movimento é de natureza tática e de curto prazo, diante da incerteza eleitoral e das análises fiscais.

    Oliveira também comentou que, mesmo na hipótese de um aumento na taxa de juros do Fed ou um novo corte na Selic, o diferencial de juros entre Brasil e exterior continuará elevado, beneficiado por trocas favoráveis e saldos comerciais fortes.

    ✨ Com o fechamento de hoje, o dólar acumula 2,16% de alta no mês e retorna ao maior nível em mais de um mês, impulsionado principalmente pela força da moeda americana em âmbito global.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Mercado Financeiro com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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