Estimativas do Rabobank apontam para R$ 5,35 por dólar em 2026.

O câmbio no Brasil está entrando em um período de significativa volatilidade, influenciado por fatores tanto internos quanto externos. Embora a moeda receba algum suporte do diferencial de juros, as incertezas ampliam os riscos de desvalorização.
As previsões do Rabobank estimam que o real deverá ser negociado a R$ 5,35 por dólar até o final de 2026 e a R$ 5,30 em 2027. Contudo, essa trajetória pode ser comprometida pela deterioração do cenário eleitoral e fiscal, além de condições desfavoráveis no mercado internacional.
A volatilidade também é impulsionada por problemas geopolíticos, como as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, e as incertezas associadas ao Estreito de Ormuz. Fatores como tarifas elevadas nos EUA, baixos estoques de derivados e juros globais alto são acrescentados à lista de riscos que afetam as economias mundiais.
A economia americana apresenta sinais de crescimento robusto, projetado para estar acima de 2% nos próximos anos, com a expectativa de que os Fed funds permaneçam entre 3,50% e 3,75% até o final de 2026. Dois cortes de 25 pontos-base estão previstos para 2027.
O panorama econômico no Brasil reflete uma perda gradual de tração, com o varejo e serviços crescendo apenas 0,4% no último trimestre e a indústria apresentando um aumento de 0,3%. Com uma taxa de desemprego em 5,4%, os rendimentos permanecem elevados, embora a criação de novas vagas tenha desacelerado.
As projeções para o crescimento da economia brasileira são de 1,8% em 2026 e 2,2% em 2027. No entanto, a inflação continua como um fator de preocupação, com o IPCA apresentando uma desaceleração para 4,4% em julho, mesmo diante da pressão sobre serviços e preços administrados.
✨ Após redução da Selic para 14,00%, o Copom sinaliza cautela.
Após ter reduzido a taxa Selic para 14,00% em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) adotou uma postura cautelosa. A expectativa é que os cortes sejam suspendidos, com uma possível retoma dos cortes em abril de 2027, visando uma taxa de 12,50% ao término daquele ano.
Apesar do suporte oferecido pelo diferencial de juros e fundamentos externos, as preocupações com a força do dólar, os riscos geopolíticos e incertezas sobre a consolidação fiscal e a corrida eleitoral aumentam o prêmio de risco e a volatilidade da moeda brasileira.
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