Aumento da participação dos CDBs destaca-se como opção atraente para investidores.

Em 2026, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) se consolidam como uma opção altamente atrativa para investidores no Brasil, apresentando um crescimento de 20,7% em sua participação no portfólio de pessoas físicas, totalizando R$ 1,04 trilhão.
O CDB é um título de crédito emitido por bancos, utilizado para captar recursos que são investidos em atividades da instituição, como concessão de empréstimos. Em essência, o investidor empresta dinheiro ao banco e, em troca, recebe juros pelo tempo em que os fundos estão aplicados.
Ao contrário da caderneta de poupança, o CDB apresenta diversas modalidades de rentabilidade, que podem ser pós-fixadas (geralmente vinculadas ao CDI), prefixadas ou híbridas (atreladas à inflação via IPCA). Adicionalmente, instituições estão permitindo investimentos iniciais a partir de apenas R$ 1, ampliando o acesso ao produto.
A liquidez diária permite que investidores resgatem o capital e os rendimentos a qualquer momento, sem esperar o vencimento do título. Os prazos para resgate são expressos como D+0 (liberação no mesmo dia) ou D+1 (no próximo dia útil), características que fazem do CDB de liquidez diária uma ótima escolha para reservas de emergência.
A proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é um pilar que sustenta a atratividade do CDB. Em caso de falência ou intervenção na instituição emissora, o FGC assegura o reembolso de até R$ 250 mil por CPF e por banco, limitando o total a R$ 1 milhão a cada quatro anos. É aconselhável, no entanto, que os investidores realizem uma avaliação do risco de crédito da instituição onde pretendem investir.
Com a taxa Selic projetada em 15% ao ano em fevereiro de 2026, a rentabilidade do CDB ultrapassa a da poupança de forma significativa. Enquanto a poupança rende cerca de 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), um CDB que remunera 110% do CDI pode oferecer retornos brutos de até 16,4% ao ano.
Esse diferencial de rendimento ocorre devido ao teto de rendimento da poupança, que é aplicado quando a Selic ultrapassa 8,5%, enquanto os CDBs seguem as flutuações do mercado, assegurando a manutenção do poder de compra.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Dólar comercial iniciou a sessão próximo de R$ 5,18, enquanto investidores acompanham indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos.

Dólar começa esta terça-feira, 11 de agosto de 2026, próximo de R$ 5,10, enquanto investidores acompanham inflação, juros nos Estados Unidos e tensões no cenário internacional.

Mercado acompanha a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), balanços corporativos e o cenário internacional, fatores que influenciam o câmbio nesta quarta-feira.

Medidas de comércio afetam competitividade, mas bolsa e juros seguem influenciados por inflação