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Goldman Sachs supera expectativas com lucro de US$ 17,55 por ação

Resultados financeiros positivos refletem o desempenho do banco em meio a desafios globais.

Acro Rodrigues13 de abril de 2026 às 12:55
Goldman Sachs supera expectativas com lucro de US$ 17,55 por ação

O Goldman Sachs divulgou na última segunda-feira, 13, um lucro por ação de US$ 17,55 para o primeiro trimestre deste ano, superando a expectativa de analistas que era de US$ 16,49. O desempenho forte da área de banco de investimentos e da divisão de negociação de ações foram cruciais para esse resultado.

Enquanto isso, os mercados internacionais enfrentam pressão devido à guerra no Oriente Médio, que contribuiu para o aumento dos preços do petróleo e, consequentemente, intensificou os temores de inflação e recessão. Em contrapartida, a alta volatilidade no mercado acionário fez com que clientes procurassem reavaliar seus portfólios, beneficiando as operações do banco.

A receita da Goldman Sachs com intermediação e financiamento de negócios em ações aumentou em 27%, alcançando um recorde de US$ 5,33 bilhões.

David Solomon, CEO da instituição, afirmou em um comunicado que "o cenário geopolítico continua sendo complexo, portanto, a gestão rigorosa de riscos é essencial para nossa estratégia de operação".

Apesar do sucesso em algumas áreas, a divisão de renda fixa e commodities teve um desempenho inferior, registrando uma queda de 10% em sua receita, que totalizou US$ 4,01 bilhões, devido a uma desaceleração nas negociações relacionadas a taxas de juros e hipotecas.

Expectativas para o mercado de fusões e aquisições

Executivos do setor financeiro aguardam um ano robusto para fusões e aquisições, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. A diversificação regulatória, impulsionada pela administração Trump, e o crescimento da inteligência artificial são fatores que devem sustentar essa atividade.

Dados da Dealogic mostram que o volume global de fusões e aquisições atingiu US$ 1,38 trilhão no primeiro trimestre. Além disso, gastos com essas transações aumentaram 19% em comparação ao ano anterior, chegando a US$ 11,3 bilhões, com o Goldman Sachs como líder de mercado.

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As tendências do setor de bancos de investimento são encorajadoras, com grandes empresas impulsionando transações, enquanto IPOs de grande porte estão programados para o final do ano.”

Stephen Biggar, analista bancário da Argus Research.

O Goldman Sachs se preparou ainda melhor ao aumentar a receita proveniente de gestão de ativos em 10%, totalizando US$ 4,08 bilhões, uma estratégia que visa garantir uma renda mais estável em tempos voláteis.

Grandes IPOs a caminho

Embora o mercado de IPOs tenha sofrido um impacto por tensões geopolíticas, algumas empresas, particularmente as do setor industrial e de defesa, estão avançando com suas ofertas públicas. O Goldman Sachs se destaca como um dos principais bancos responsáveis pela gestão do IPO da SpaceX, que pode levantar US$ 75 bilhões, avaliando a companhia em US$ 1,75 trilhão.

Além da SpaceX, o banco também coordenou o IPO da PayPal nos Estados Unidos, que arrecadou US$ 880 milhões, avaliando a empresa em US$ 10,7 bilhões.

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