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economia
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Cesta básica cresce em todas as capitais brasileiras em abril

Aumento acentuado afeta principalmente produtos essenciais.

Tiago Abech11 de maio de 2026 às 18:10
Cesta básica cresce em todas as capitais brasileiras em abril

Em abril, o valor da cesta básica subiu em todas as capitais do Brasil e no Distrito Federal, marcando o segundo mês seguido de aumentos em todo o território nacional.

Porto Velho registrou a maior alta média, com 5,60%, seguida por Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

Contexto da pesquisa

Essas informações foram divulgadas pela Agência Brasil, baseadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos junto à Companhia Nacional de Abastecimento. Em março, já havia sido observado um aumento nos preços em todas as capitais.

Em 2026, Aracaju apresentou a maior variação acumulada do ano, com 14,80%.

Alta nos produtos básicos

Os principais produtos que elevaram os preços foram o leite integral, que subiu em todas as capitais analisadas, especialmente em Teresina, onde a alta chegou a 15,70%. O aumento é atribuído à menor oferta durante a entressafra, afetando também os produtos lácteos.

O feijão aumentou de preço em 26 capitais, enquanto o tomate teve elevação em 25 locais, com Fortaleza destacando-se com uma alta de 25%.

Outros produtos, como pão francês, café em pó e carne bovina, também elevaram seus preços em 22 capitais entrevistadas.

Ranking das cidades mais caras

São Paulo segue como a capital com a cesta básica mais elevada, custando em média R$ 906,14, seguido por Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26). Em contraste, Aracaju, São Luís, Maceió e Porto Velho apresentam os menores custos médios.

Em abril, o salário mínimo necessário para cobrir despesas básicas deveria ser de R$ 7.612,49, segundo estimativas de especialistas.

Esses dados revelam a situação crítica enfrentada por muitos brasileiros em relação ao custo de vida, que vai além da alimentação, abrangendo moradia, saúde, educação e transporte.

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