Colômbia enfrenta desafios econômicos cruciais após eleições
Próximo governo deve lidar com inflação e déficit fiscal elevado

O novo governo colombiano, que será definido nas eleições presidenciais de hoje, terá de enfrentar importantes desafios econômicos, como reanimar o crescimento, controlar a inflação e gerenciar um elevado déficit fiscal.
Os candidatos mais cotados para a presidência incluem Iván Cepeda, da esquerda, Abelardo de la Espriella, da extrema direita, e Paloma Valencia, do Centro Democrático.
✨ Colômbia tem um dos maiores déficits fiscais da América Latina, previsto em 6,4% do PIB para este ano.
Segundo Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina do Citi, a prioridade do próximo governo será restaurar a confiança da população e dos mercados na situação fiscal do país. A dívida pública colombiana atualmente está próxima de 61% do PIB.
Revilla observa que a economia do país tem observado um crescimento inferior ao potencial, especialmente refletido na diminuição dos investimentos privados e na falta de confiança dos investidores. A inflação também permanece acima da meta estabelecida pelo Banco Central, resultando em taxas de juros mais altas do que o esperado.
"A primeira prioridade da próxima administração deve ser convencer sobre a adequação da situação fiscal
Apesar das dificuldades, o economista destaca que o consumo das famílias ainda sustenta parte do crescimento. Além disso, as exportações colombianas se mostram competitivas em meio a mudanças no comércio global.
Contexto
O FMI estima que a Colômbia precisará implementar um ajuste fiscal equivalente a cerca de três pontos percentuais do PIB para alcançar o equilíbrio necessário.
Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos nas urnas hoje, um segundo turno ocorrerá em 21 de junho.
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