Voltar
economia
2 min de leitura

Colômbia enfrenta desafios econômicos cruciais após eleições

Próximo governo deve lidar com inflação e déficit fiscal elevado

Mariana Souza31 de maio de 2026 às 19:10
Colômbia enfrenta desafios econômicos cruciais após eleições

O novo governo colombiano, que será definido nas eleições presidenciais de hoje, terá de enfrentar importantes desafios econômicos, como reanimar o crescimento, controlar a inflação e gerenciar um elevado déficit fiscal.

Os candidatos mais cotados para a presidência incluem Iván Cepeda, da esquerda, Abelardo de la Espriella, da extrema direita, e Paloma Valencia, do Centro Democrático.

Colômbia tem um dos maiores déficits fiscais da América Latina, previsto em 6,4% do PIB para este ano.

Segundo Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina do Citi, a prioridade do próximo governo será restaurar a confiança da população e dos mercados na situação fiscal do país. A dívida pública colombiana atualmente está próxima de 61% do PIB.

Revilla observa que a economia do país tem observado um crescimento inferior ao potencial, especialmente refletido na diminuição dos investimentos privados e na falta de confiança dos investidores. A inflação também permanece acima da meta estabelecida pelo Banco Central, resultando em taxas de juros mais altas do que o esperado.

"

A primeira prioridade da próxima administração deve ser convencer sobre a adequação da situação fiscal

Ernesto Revilla.

Apesar das dificuldades, o economista destaca que o consumo das famílias ainda sustenta parte do crescimento. Além disso, as exportações colombianas se mostram competitivas em meio a mudanças no comércio global.

Contexto

O FMI estima que a Colômbia precisará implementar um ajuste fiscal equivalente a cerca de três pontos percentuais do PIB para alcançar o equilíbrio necessário.

Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos nas urnas hoje, um segundo turno ocorrerá em 21 de junho.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia