Voltar
economia
2 min de leitura

Comércio brasileiro recua 1,5% em abril e interrompe alta

Queda é impulsionada pela diminuição das vendas de combustíveis

Carlos Silva16 de junho de 2026 às 10:40
Comércio brasileiro recua 1,5% em abril e interrompe alta

O comércio no Brasil experimentou uma queda de 1,5% de março para abril de 2026, refletindo principalmente uma diminuição nas vendas de combustíveis, marcando o pior resultado desde junho de 2022.

Essa retração interrompe uma sequência de três meses de crescimento, mas se apresenta como uma leve alta de 1% quando comparado ao mesmo mês do ano anterior.

O desempenho do comércio, conforme os dados do IBGE, permanece 1,5% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2026.

Desempenho por categoria

A Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que seis dos oito grupos de atividades pesquisados registraram queda nas vendas.

  • 1Combustíveis e lubrificantes: -6,2%
  • 2Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%
  • 3Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -4,5%
  • 4Móveis e eletrodomésticos: -0,8%
  • 5Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%
  • 6Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,1%

Em contrapartida, categorias como 'hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo' mostraram um crescimento de 1,3%.

Impacto do cenário global

O aumento de preços no setor de combustíveis, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, foi um fator crucial para essa queda nas vendas, afetando os resultados gerais do comércio.

Contexto Geral

Além do setor de comércio, o IBGE também reportou crescimento de 0,7% na indústria e 1,2% nos serviços em abril de 2026, apresentando um panorama misto para a economia brasileira.

Embora a média móvel trimestral tenha mostrado estabilidade, o comércio varejista ampliado, que inclui atividades do atacado, caiu 0,7% em abril, mas apresenta alta de 1,8% ao longo dos últimos 12 meses.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia