Gasolina lidera alta da inflação em abril com impacto de 0,10%
Aumento nos combustíveis pressiona custos e altera índices econômicos

Em abril, a gasolina teve um aumento de 1,86%, tornando-se o item com maior influência sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou uma inflação mensal de 0,67%. Essa alta representou uma contribuição de 0,10 ponto porcentual para o índice.
Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (12), mostram que, no mesmo mês, os combustíveis em geral subiram uma média de 1,80%. O óleo diesel foi o que teve a maior alta com 4,46%, enquanto o etanol aumentou 0,62%. Em contraste, o gás veicular apresentou uma redução de 1,24%.
✨ Combustíveis continuam a pressionar o orçamento das famílias brasileiras.
Apesar do aumento nos combustíveis, o grupo de Transportes desacelerou a alta de 1,64% em março para 0,06% em abril, com uma contribuição de apenas 0,01 ponto porcentual para o IPCA. O IBGE atribui essa desaceleração, principalmente, à queda de 14,45% nas passagens aéreas, que impactou negativamente o índice em 0,11 ponto porcentual.
Detalhes sobre tarifas de transporte
Outros meios de transporte também apresentaram reduções: ônibus urbanos caíram 1,13% devido a descontos em São Paulo e Salvador, enquanto o metrô teve uma diminuição de 0,38% por conta de gratuidades nos mesmos dias.
Esses dados indicam que, embora a gasolina tenha contraído a inflação de abril, a compensação em tarifas de serviços públicos e passagens aéreas contribuiu para a diminuição da pressão no grupo de Transporte. Isso demonstra que o cenário inflacionário está sujeito a variações mensais, especialmente devido a itens mais voláteis como as passagens aéreas.
O IPCA de abril alerta para a possibilidade de que as flutuações nos preços dos combustíveis possam continuar a ser um fator crítico nas próximas avaliações, visto que mudanças nas tarifas podem impactar a inflação mensal de maneira significativa.
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