Voltar
economia
2 min de leitura

Confiança dos investidores na zona do euro despenca em abril

Índice Sentix registra queda significativa devido à crise energética

Gabriel Azevedo07 de abril de 2026 às 12:10
Confiança dos investidores na zona do euro despenca em abril

O índice Sentix, que avalia a confiança dos investidores na zona do euro, registrou uma queda abrupta em abril, caindo para -19,2 pontos, uma diminuição acentuada em comparação aos -3,1 pontos do mês anterior. Essa queda reflete preocupações significativas com os altos preços da energia e as interrupções nas cadeias de suprimento, exacerbadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

A pesquisa publicada nesta terça-feira (7) superou as expectativas negativas do mercado, que estimavam uma leitura de -9,0 pontos. "Os investidores estão cientes de que a recessão pode ser iminente novamente", afirmou a Sentix em sua análise.

Os investidores estão preocupados com a possibilidade de uma nova recessão na zona do euro.

A Sentix fez uma comparação com o ano passado, quando a elevação das tarifas comerciais pelo ex-presidente Donald Trump causou impactos similares na confiança do mercado. Além disso, a pesquisa revelou que os recentes ataques à infraestrutura de energia e as dificuldades de transporte no Golfo Pérsico têm intensificado as preocupações dos investidores.

O levantamento, que envolveu 1.047 investidores entre os dias 2 e 4 de abril, apontou um declínio tanto nas expectativas econômicas quanto na avaliação da situação atual. As expectativas caíram de 3,5 pontos no mês anterior para -15,5 pontos, enquanto o índice que mede as condições atuais teve queda de -9,5 em março para -22,8 pontos. Notavelmente, o índice que reflete a saúde da economia alemã, a maior da Europa, caiu para -27,7, comparado a -12,1 em março, atingindo os níveis mais baixos desde abril de 2025.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia