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economia
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Governo reage à alta do petróleo com novas estratégias

Novas ações visam mitigar os impactos da crise de fornecimento

Gabriel Rodrigues07 de abril de 2026 às 10:50
Governo reage à alta do petróleo com novas estratégias

A atual crise de petróleo e gás, agravada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, está sendo considerada a mais severa desde as crises de 1973, 1979 e 2022, segundo Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia (IEA). Essa situação inusitada está pressionando não apenas os preços da energia, mas também impactando a economia global.

O chefe da IEA alertou que países em desenvolvimento poderão ser os mais afetados pela crise.

Durante entrevista ao jornal francês Le Figaro, Birol afirmou que países da Europa, Japão, Austrália e outros estão na lista de afetados. Contudo, as nações em desenvolvimento devem encarar os piores impactos devido ao aumento dos preços do petróleo, inflação e encarecimento dos alimentos.

Recentemente, os estados membros da IEA acordaram em liberar parcelas de suas reservas estratégicas de petróleo para mitigar a situação. Esse processo já está em andamento, segundo Birol, e continua a ser avaliado diante das circunstâncias atuais.

Bloqueio no Estreito de Ormuz e suas consequências

O Irã, em resposta aos ataques promovidos por Israel e Estados Unidos, restringiu o tráfego no Estreito de Ormuz, uma via crucial que representa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. Essa limitação está exacerbando ainda mais os preços da energia, que já atingiram aproximadamente US$ 110 por barril.

A IEA está em diálogo com autoridades internacionais para desenvolver uma resposta estratégica à crise.

Fatih Birol também destacou que, caso a situação se torne ainda mais crítica, a liberação adicional de petróleo das reservas estratégicas é uma possibilidade. O cenário atual permanece volátil, com tensões contínuas no Oriente Médio e перспетivas de novos conflitos.

Entre as orientações sugeridas pela IEA para minimizar a pressão sobre os consumidores, estão medidas como teletrabalho e a redução de viagens aéreas.

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