Voltar
economia
2 min de leitura

Desaceleração da inflação é impulsionada pela queda da gasolina

Gasolina e etanol lideram recuos que influenciam IPC-DI

Tiago Abech09 de junho de 2026 às 09:15
Desaceleração da inflação é impulsionada pela queda da gasolina

A redução de 2,01% no preço da gasolina foi crucial para a desaceleração da inflação ao consumidor durante o mês de maio, conforme reportou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira. O Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) registrou uma diminuição na alta, passando de 0,88% em abril para 0,60% em maio.

Outros produtos, como o etanol, que caiu 6,90%, o café em pó com uma diminuição de 3,29%, além da tarifa do ônibus urbano e aparelhos celulares, também contribuíram para essa redução no índice. O setor de Transporte, por exemplo, viu sua alta recuar de 1,47% para uma queda de 0,71%, ajudando a melhorar a situação geral.

Transporte teve queda significativa, enquanto alimentação ainda pressiona inflação.

Contrapõe-se a essa desaceleração a inflação do grupo de Alimentação, que continua elevada, especialmente em relação a produtos in natura. As subidas de 45,17% da batata-inglesa e de 15,42% do tomate são exemplos claros, refletindo uma aceleração da inflação de 1,19% em abril para 1,29% em maio neste grupo.

Além disso, tarifas de eletricidade residencial aumentaram 4,00%, serviços financeiros subiram 2,35% e a tarifa de condomínio residencial ficou 1,73% mais cara, pressionando o índice geral.

Dos oito grupos analisados, três demonstraram taxas de alta mais amenas: Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, e Educação e Recreação, onde a desaceleração foi de 1,33% para 0,47% e de 0,32% para 0,20%, respectivamente. Em contraste, o grupo de Habitação subiu de 0,46% para 1,18%, bem como Despesas Diversas, que foi de 0,10% para 1,38%.

Contexto do IPC-DI

O núcleo do IPC-DI se manteve em 0,42% em maio, igual ao mês anterior, indicando que a desaceleração dos preços é ampla, pois o índice de difusão cresceu de 64,19% para 64,84%.

A FGV não divulgou previsões para os próximos meses, mas os dados atuais revelam um cenário misto entre recuos nos combustíveis e pressões persistentes em alimentos.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia