Desaceleração econômica é projetada pela SPE para os próximos trimestres
Expectativa de crescimento de 2,3% do PIB em 2026, apesar de desafios na agropecuária

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda alertou nesta sexta-feira sobre a expectativa de desaceleração da atividade econômica no Brasil nos próximos trimestres.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia divulgado, mais cedo, que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 3,3 trilhões.
✨ SPE mantém previsão de crescimento de 2,3% do PIB para 2026.
Segundo a nota da SPE, a alta do PIB será impulsionada pelo setor industrial e de serviços, mesmo com a esperada desaceleração na agropecuária. No entanto, a previsão é que a expansão econômica reduza sua intensidade gradativamente ao longo do ano, sendo parcialmente compensada pela queda dos custos de crédito.
O Ministério da Fazenda apontou que, no segundo e terceiro trimestres, a taxa de crescimento deverá desaesterar ainda mais. Já no quarto trimestre, uma recuperação deve ocorrer com a indústria manufatureira retomando força, especialmente devido à flexibilização monetária que está em curso com cortes nas taxas de juros pelo Banco Central.
Análise da Composição do Crescimento
A SPE destacou que o crescimento de 1,1% no primeiro trimestre superou levemente as previsões, mas a composição do crescimento teve algumas surpresas. A indústria, por exemplo, teve um desempenho melhor do que o esperado, enquanto os setores de serviços e agropecuária tiveram resultados abaixo das expectativas.
"O principal motor do crescimento no trimestre foi a absorção doméstica, com uma forte recuperação na formação bruta de capital fixo e aceleração do consumo das famílias.
No entanto, o setor externo teve um desempenho ruim, com queda nas exportações e aumento nas importações, resultando em uma contribuição negativa para o crescimento geral.
Comparação Internacional
Em um cenário global, o Brasil figurou em quarto lugar entre os países do G-20 que divulgaram resultados do PIB para o primeiro trimestre de 2026, ocupando a sexta posição na comparação anual e a quinta posição no acumulado de quatro trimestres.
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