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economia
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Dólar avança com dados de emprego e tensões no Irã

Moeda americana alcança 160,20 ienes em meio à incerteza geopolítica

João Pereira05 de junho de 2026 às 17:55
Dólar avança com dados de emprego e tensões no Irã

O dólar teve uma valorização nesta sexta-feira (5) no cenário internacional, impulsionado por dois fatores principais: um relatório de empregos do Estados Unidos que superou as expectativas e o aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã.

Por volta das 16h50 (horário de Brasília), a moeda americana atingia a marca de 160,20 ienes. No mesmo momento, o euro recuava para US$ 1,1527 e a libra esterlina caía para US$ 1,3340. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas, subia 0,7%, alcançando 100,069 pontos.

O payroll dos Estados Unidos registrou a criação de 172 mil novos empregos em maio, superando as expectativas do mercado.

Segundo a consultoria Capital Economics, esses dados reforçam a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed) adote um aperto monetário, o que tende a beneficiar o dólar.

No contexto geopolítico, Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo do Irã, indicou que o Irã poderia expandir os conflitos caso não haja um acordo, acrescentando que as negociações estão paradas em um estágio inicial. Essa afirmação elevou a demanda por ativos considerados seguros, incluindo a moeda americana.

Na Europa, investidores estão de olho na próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE), onde se espera uma elevação nas taxas de juros. Já o Banco da Inglaterra (BoE) deve manter as taxas, apesar das pressões inflacionárias ainda estarem presentes.

No Japão, o dólar continua a flutuar em torno de 160 ienes, e analistas do Swissquote apontam que essa faixa de valores aumenta a possibilidade de intervenção das autoridades japonesas. Além disso, o Banco do Japão (BoJ) pode ser instado a aumentar os juros para conter a desvalorização do iene.

Para o agronegócio, as variações do dólar são monitoradas de perto devido ao impacto nos custos de insumos, nos preços das exportações e na formação de margens. No entanto, não há estimativas concretas sobre como essas mudanças afetarão diretamente as cadeias agropecuárias brasileiras.

Por fim, a atenção do mercado permanece focada na evolução das taxas de juros nas principais economias e na crescente tensão geopolítica no Oriente Médio. Sem novos dados sobre transferências ao setor produtivo, a expectativa é de que a volatilidade cambial persista nos próximos dias.

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