Dólar sobe no Brasil com tensões no Oriente Médio e tarifas dos EUA
Câmbio em alta devido a fatores externos e propostas tarifárias

O dólar apresentou valorização no Brasil nesta quarta-feira (3), impulsionado pelo aumento da moeda americana no mercado internacional, elevação dos rendimentos dos títulos públicos nos Estados Unidos e na Europa, além da alta no preço do petróleo, em meio às crescentes tensões no Oriente Médio.
Os investidores brasileiros estão atentos à proposta dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de até 12,5% sobre produtos importados do Brasil, o que pode impactar negativamente a competitividade das exportações nacionais.
✨ As tensões aumentaram após o Irã condenar ataques de origem americana contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, elevando a recepção no mercado sobre os preços do petróleo.
A situação no Oriente Médio se intensificou com Teerã classificando essas ações como uma violação do direito internacional, prometendo responder por 'todos os meios disponíveis'. O Estreito de Ormuz é uma rota chave para o transporte de petróleo, o que ajuda a explicar a reação nos preços.
Proposta de Tarifas dos EUA
O relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos menciona uma disputa com o Brasil no mercado de carne na China, acusando concorrência desleal devido ao suposto uso de trabalho análogo à escravidão pelos pecuaristas brasileiros.
Em caso de aprovação, essa nova tarifa se somaria à taxa de 25% já implementada pelo governo americano, gerando mais incerteza sobre a competitividade das cadeias de exportação brasileiras, especialmente no setor de proteínas.
Na esfera interna, a produção industrial cresceu 0,7% em abril em relação ao mês anterior e 2,7% em comparação ao mesmo período de 2025. O Comitê de Estabilidade Financeira do Banco Central alertou que o cenário de juros altos exige precaução nas concessões de crédito.
Os movimentos do câmbio continuarão dependentes da evolução da crise no Oriente Médio, das discussões sobre tarifas com os Estados Unidos e da percepção de risco no mercado interno. Sem definições claras sobre a aplicação das novas tarifas, é difícil prever a direção do dólar no curto prazo.
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