Voltar
economia
2 min de leitura

Dólar cai com menor aversão ao risco e dados fracos dos EUA

Fatores geopolíticos e inflação pressionam moeda americana

Giovani Ferreira16 de abril de 2026 às 02:00
Dólar cai com menor aversão ao risco e dados fracos dos EUA

O mercado cambial presenciou uma queda no valor do dólar, refletindo um cenário de reduzida aversão ao risco e divulgação de dados econômicos desfavoráveis nos Estados Unidos.

Os fatores geopolíticos, especificamente a possibilidade de um prolongamento do cessar-fogo entre os EUA e o Irã, e indicadores de inflação que ficaram abaixo das expectativas, contribuíram para essa pressão sobre a moeda norte-americana.

O índice do dólar alcançou seu menor ponto em seis semanas, com uma redução de 0,33%.

Dados recentes sobre a inflação ao produtor, com um aumento de 0,5% em março e 4,0% em doze meses, também impactaram essa movimentação. O núcleo desse índice revelou uma desaceleração, embora ainda indique pressões inflacionárias.

Ainda, o dólar encontra-se sob pressão devido às expectativas sobre a política de juros. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) prevê cortes nas taxas para 2026, ao passo que o Banco do Japão e o Banco Central Europeu devem aumentar suas taxas nesse período, o que diminui a atratividade relativa do dólar.

No cenário cambial, o euro atingiu seu nível mais alto em seis semanas, beneficiado também pela queda nos preços do petróleo, enquanto o iene se valorizou devido a indicadores industriais mais robustos no Japão.

Os preços dos metais preciosos subiram, impulsionados pela fraqueza do dólar e pela busca por segurança diante das incertezas geopolíticas e econômicas.

"

"A incerteza em relação às tarifas americanas, a instabilidade política nos EUA, os elevados déficits do país e a indefinição sobre as políticas de governo estão aumentando a demanda por metais preciosos como uma forma de proteção de valor."

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia