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economia
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Pressões econômicas globais impactam mercados emergentes e Brasil

Fatores internos e externos moldam cenário financeiro global e nacional

Giovani Ferreira08 de abril de 2026 às 11:15
Pressões econômicas globais impactam mercados emergentes e Brasil

O panorama econômico mundial está sob crescente pressão devido a fatores tanto internos quanto externos, o que afeta diretamente os mercados emergentes. Uma análise do Rabobank indica que as tensões geopolíticas aumentaram, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, que alimentaram preocupações sobre a situação no Oriente Médio e seu impacto no fornecimento de petróleo.

As tensões no Oriente Médio levam a uma alta nos preços do petróleo e incertezas macroeconômicas.

A situação se agrava com a instabilidade no Estreito de Ormuz e as incertezas que ainda permeiam as tarifas do comércio internacional. No Brasil, a situação fiscal é um fator adicional de preocupação, especialmente em um ano eleitoral, apesar das tentativas de ajustes gradativos nas contas públicas.

No mercado cambial, o real se valorizou, fechando a semana cotado a R$ 5,1573 em relação ao dólar, apresentando um desempenho relativamente superior ao de outras moedas emergentes. Contudo, a expectativa é que a taxa de câmbio atinja R$ 5,55 até o final de 2026.

Os recentes indicadores de preços, como o IGP-M, que subiu 0,52% em março após uma queda anterior, refletem o impacto das tensões globais. Ao mesmo tempo, a indústria brasileira mostrou sinais de recuperação com um crescimento de 0,9% em fevereiro, evidenciando uma sequência de avanços mensais.

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O governo central registrou um déficit primário de R$ 30 bilhões em fevereiro, embora ainda esteja dentro de uma trajetória fiscal ajustável

especialista em finanças.

O mercado de trabalho também apresentou um crescimento, com a criação líquida de 255 mil postos de trabalho em fevereiro. No entanto, isso está aquém dos ritmos dos anos anteriores. O foco agora se volta para os próximos dados econômicos, incluindo a inflação oficial de março, com uma projeção de alta de 0,79%, e os resultados da balança comercial.

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