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economia
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Dólar cai, mas permanece acima de R$ 5 com mercado otimista

Moeda americana tem desempenho misto diante de mercados emergentes

Giovani Ferreira02 de junho de 2026 às 18:45
Dólar cai, mas permanece acima de R$ 5 com mercado otimista

Nesta terça-feira, a cotação do dólar à vista apresentou uma leve queda em relação ao real, fechando em R$ 5,0095, o que representa uma desvalorização de 0,26%. Apesar disso, a moeda americana continua acima da barreira de R$ 5, após flutuações entre um mínimo de R$ 5,0005 e um máximo de R$ 5,0231.

O desempenho do dólar reflete um clima de maior apetite por risco global, coincidente com a valorização do Ibovespa em mais de 1%. Em junho, a moeda americana já acumula uma queda de 0,66%, aumentando a tendência após um acréscimo de 1,82% em maio. Em termos anuais, as perdas acumuladas em 2026 chegam a 8,74%, com o real se destacando como a melhor performer entre as divisas de mercados emergentes e desenvolvidos.

O real é impulsionado por investimentos estrangeiros e alta do petróleo.

Especialistas atribuem a valorização do real à expectativa de entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira, além do aumento no preço do petróleo, que subiu 1,07% e fechou a US$ 96 por barril. Além disso, o mercado está atento a negociações entre Estados Unidos e Irã, que ainda não apresentam um desfecho claro.

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O real está acompanhando a tendência de outras moedas emergentes, enquanto os juros externos permanecem estáveis. - Marcos Weigt, diretor de Tesouraria do Travelex Bank.

Weigt também comentou que a taxa de câmbio pode variar entre R$ 4,90 e R$ 5,10, embora os desafios fiscais no Brasil permaneçam em foco. Paralelamente, o C6 Bank revisou sua previsão para o dólar ao final de 2026, de R$ 5,50 para R$ 5,20, e para 2027, de R$ 5,80 para R$ 5,50, citando a capacidade de produção de petróleo do país como fator chave para o desempenho do real diante das tensões no Oriente Médio.

Para o setor agrícola, a taxa de câmbio é um fator crucial, já que influencia a competitividade das exportações e os preços internos, além de impactar os custos de insumos dolarizados, como os fertilizantes. Nesta sessão, contudo, a movimentação do dólar foi principalmente moldada pelo fluxo financeiro e pelo cenário internacional.

Nos próximos dias, a performance do dólar deve ser influenciada pelos dados de emprego dos EUA, com atenções voltadas para anúncios programados para quarta-feira (3) e sexta (5). Caso não haja mudanças significativas nas circunstâncias econômicas, a taxa pode continuar próxima à marca de R$ 5.

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