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Taxação dos EUA pode reduzir consumo e PIB no Brasil

Medidas comerciais dos EUA alarmam investidores e exigem adaptação

Tiago Abech12 de junho de 2026 às 19:10
Taxação dos EUA pode reduzir consumo e PIB no Brasil

A proposta de taxação de 25% sobre produtos importados dos EUA ao Brasil, recomendada pelo Escritório do Representante Comercial, levanta preocupações sobre uma nova guerra comercial global.

De acordo com um estudo da FIA Business School, essa medida pode resultar em uma perda de aproximadamente R$ 38 bilhões no consumo e impactar em cerca de US$ 9,5 bilhões nas exportações industriais do país. O PIB brasileiro, segundo projeções, poderá enfrentar uma redução de até 0,6% devido a esses novos impostos.

Desafios para a Economia Brasileira

Apesar da proposta ainda estar sujeita a processos políticos e regulatórios antes de sua implementação, Donald Trump tem até 15 de julho para tomar uma decisão sobre as tarifas. Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, ressalta que o momento é delicado, uma vez que a economia brasileira depende significativamente do agronegócio e das exportações.

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Uma imposição de tarifas prejudica ainda mais um crescimento que já está frágil e concentrado, além de provocar consequências no emprego e no consumo

Marilia Fontes.

Incertezas sobre a aplicação das tarifas podem gerar instabilidade no mercado.

Os investidores estão cientes do histórico de recuos e alterações nas tarifas anunciadas por Trump em 2025, o que gerou uma mistura de receio e expectativa. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, explica que inicialmente a reação foi de medo, mas houve uma percepção de que muitas das medidas poderiam ser mais retóricas do que práticas.

Thiago Godoy, educador financeiro, menciona a incerteza em relação à seriedade das promessas de Trump. A dinâmica entre a apresentação do plano de tarifas e os recuos subsequentes pode impactar sua credibilidade no mercado.

Oportunidades em Meio à Adversidade

Nesse cenário turbulento, as negociações comerciais e alianças económicas devem ser reforçadas. O avanço das discussões entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento do Brics, se mostra como uma alternativa viável para diminuir a dependência dos EUA.

A inflação nos EUA também é uma preocupação crescente para investidores globais, especialmente com os altos preços de imóveis e alimentos que afetam o poder de compra da população. A desvalorização do dólar observada nos últimos meses é vista como uma mudança no comportamento dos investidores, que estão buscando oportunidades em mercados como o Brasil.

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Os investidores estão retirando recursos dos EUA e explorando novas geografias, como a bolsa brasileira

Marilia Fontes.

Entretanto, Godoy alerta que a relevância do dólar em uma estratégia de investimento internacional continua. Ele enfatiza que mesmo com a moeda americana em níveis mais baixos, ainda há oportunidades de ampliar a exposição internacional.

Contexto sobre o Programa de Resenha do Dinheiro

O programa, apresentado por Thiago Godoy e Marilia Fontes, com o apoio da B3 e da BlackRock, discute educação financeira e temas econômicos de forma acessível. As transmissões acontecem semanalmente, trazendo um tom descontraído às análises do mercado.

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