Mercado mostra recuperação impulsionado por ações de peso, com exceções.

Nesta quinta-feira (14), o Ibovespa registrou uma alta de 0,72%, alcançando os 178.365,86 pontos, quebrando uma sequência de três sessões em baixa. Essa recuperação foi alavancada pelo bom desempenho das bolsas de Nova York e pela contribuição de ações de grande peso, exceto os papéis da Vale e do Banco do Brasil.
✨ O índice acumula perdas de 3,12% na semana e 4,78% no mês, embora tenha avançado 10,70% em 2026.
O volume financeiro do dia foi de R$ 29,8 bilhões, aumento decorrente do vencimento de opções sobre o índice, que ocorreu na quarta-feira (13). Apesar do fechamento positivo, o índice se mantém abaixo do seu pico histórico registrado em 14 de abril e só apresentou alta em seis das últimas 20 sessões.
Entre as ações que mais se destacaram, a Petrobras viu suas ações ordinárias e preferenciais subirem 0,82% e 0,96%, respectivamente. No setor bancário, as preferenciais do Itaú tiveram um avanço de 1,94%. A Usiminas, C&A e MRV foram as principais altas do dia, com aumentos de 7,97%, 5,84% e 4,89% nas suas respectivas ações.
Por outro lado, o papel da Vale ON teve uma queda de 1,70%, seguido pela Bradespar (-1,72%), SLC Agrícola (-1,59%) e Yduqs (-1,32%).
De acordo com Alison Correia, cofundador da Dom Investimentos, o Ibovespa já enfrentava uma tendência de baixa antes do aumento da aversão local observado na quarta-feira (13). Contudo, nesta quinta, o mercado alinhou-se novamente com o exterior. Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil, observou que o dia foi caracterizado por um equilíbrio entre otimismo em questões geopolíticas, realização de lucros e interesse continuado em tecnologia e semicondutores.
Além disso, destacados dados de vendas no varejo nos Estados Unidos dão suporte à percepção de uma economia robusta, aumentando as expectativas em relação a uma política monetária mais rigorosa por parte do Federal Reserve.
Embora o Ibovespa tenha avançado, essa recuperação se deu com base em um fluxo técnico e na movimentação exterior, sem reverter as correções recentes. O dólar à vista teve uma queda de 0,45%, cotado a R$ 4,9863, enquanto os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq apresentaram altas de 0,75%, 0,77% e 0,88%, respectivamente.
✨ Analistas alertam que o mercado continuará focado nos desdobramentos geopolíticos e nas trajetórias das taxas de juros nos EUA, que influenciam diretamente o câmbio e o comportamento da Bolsa no curto prazo.
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