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economia
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Dólar encerra alta a R$ 5,04; pressão externa e juros influenciam

Moeda americana tem desempenho misto em maio, com recuperação moderada.

Fernanda Lima29 de maio de 2026 às 18:20
Dólar encerra alta a R$ 5,04; pressão externa e juros influenciam

Nesta sexta-feira, 29 de maio, o dólar fechou em alta de 0,22%, cotado a R$ 5,0429, após atingir a máxima de R$ 5,0707 pela manhã. Em maio, a moeda americana teve um avanço acumulado de 1,82%, em contraste com a queda de 4,36% registrada em abril.

De acordo com analistas, essa volatilidade do dólar é atribuída à reprecificação dos juros globais, a fatores técnicos na formação da Ptax e à crescente instabilidade política interna. Durante a tarde, o dólar perdeu força devido a ajustes intradia e a recuperação de outras moedas na América Latina.

O real permanece sob pressão devido a condições externas desfavoráveis para mercados emergentes.

O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes, recuou 0,12%, somando 98,897 pontos. Contudo, no acumulado de maio, ele ainda apresenta uma valorização de 0,80%.

Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Pine, observou que a desvalorização do real no mês se deve principalmente ao aumento dos juros globais impulsionados por índices de inflação elevados nos Estados Unidos, particularmente pelos preços da energia. Ele também mencionou um fluxo cambial negativo e a volatilidade associada ao ambiente eleitoral.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, destacou o aumento das taxas dos Treasuries, influenciado por dados econômicos sólidos dos EUA, que atraíram novos investimentos para o país.

No mercado de petróleo, o Brent para agosto fechou em US$ 91,12 por barril, com uma queda de 1,7% no dia e perdas superiores a 9% na semana, e 16% no mês. Essa diminuição no preço do petróleo também impacta o custo de fretes e o diesel, afetando diretamente a competitividade de setores relacionados à energia e biocombustíveis.

Apesar do crescimento do dólar em maio, a moeda ainda exibe uma desvalorização de 8,13% em relação ao real no ano. Oliveira indicou que os modelos de curto prazo sugerem que o real se encontra em um nível considerado equilibrado, com a taxa cambial variando entre R$ 5,03 e R$ 5,04. Sem alterações significativas nas taxas de juros internacionais, no fluxo cambial ou na política, a previsão imediata é de continuidade da volatilidade nesse intervalo.

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