Moeda americana é cotada a R$ 5,12 após IPOC-15 baixo e mercado externo favorável

O dólar à vista começou o dia em leve alta, sendo cotado a R$ 5,1182, o que representa um avanço de 0,12%. Logo em seguida, a cotação superou a barreira de R$ 5,12, mesmo após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que registrou um crescimento abaixo das previsões do mercado.
O IPCA-15 teve um aumento de apenas 0,06% em julho, após uma elevação de 0,41% em junho, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado não apenas frustrou as expectativas de analistas, que esperavam uma variação entre 0,17% e 0,28% (com mediana de 0,21%), mas também reforçou as especulações sobre uma eventual redução da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
✨ Por outro lado, o déficit em transações correntes chegou a US$ 2,3 bilhões em junho, alinhando-se com as previsões de mercado, enquanto o Investimento Direto no País (IDP) superou expectativas, alcançando US$ 9,1 bilhões.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede a força do dólar contra outras moedas, apresentou leve alta, enquanto os rendimentos dos Treasuries caíam pela terceira vez seguidas. O petróleo continuava a experimentar perdas, com o Brent caindo cerca de 2%, cotado abaixo de US$ 85 por barril, refletindo os conflitos no Oriente Médio e suas consequências no mercado.
Além disso, a Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que o Índice de Confiança da Construção teve um avanço de 0,8 ponto, chegando a 92,5 pontos, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou sua alta para 0,62%, após crescer 0,85% em junho.
Na segunda-feira (27), o dólar havia encerrado com um aumento de 0,62%, cotado a R$ 5,1122. Apesar disso, ainda acumulava uma queda de 0,98% em julho até aquele momento e de 6,86% no acumulado de 2026.
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Jornalista especializado em Economia

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