Moeda termina dia em queda de 0,28%, influenciada por dados de inflação

O dólar à vista nos mercados financeiros fechou a sexta-feira (10) com uma desvalorização de 0,28%, marcando R$ 5,1084, um recuo que se articula pelo terceiro pregão consecutivo. Esse valor representa a primeira vez que a moeda fecha abaixo de R$ 5,10 desde junho, em um contexto de maior interesse pelas divisas de países emergentes e após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho.
No auge do dia, o dólar atingiu a mínima de R$ 5,0990. Acumulando uma queda de 1,17% ao longo da semana, o desempenho do mês de julho também é negativo, com uma desvalorização de 1,06%, após um ganho de 2,38% no mês anterior. No total do ano, a moeda apresenta uma queda de 6,93%.
Os dados do IPCA, apresentados pelo IBGE, revelaram uma desaceleração da inflação de 0,58% em maio para apenas 0,16% em junho, figura que ficou abaixo da expectativa mínima de 0,26% segundo as estimativas do Projeções Broadcast, com destaque para a deflação nos preços dos alimentos.
✨ A economista-chefe da Buysidebrazil, Andrea Damico, observa que a composição do IPCA se tornou mais favorável, sugerindo uma baixa na inflação subjacente e aumentando as expectativas para um corte na taxa Selic.
No panorama internacional, o ambiente foi favorável para as moedas emergentes, com destaque para a valorização do peso colombiano. Embora os rendimento dos Treasuries tenham registrado uma leve alta, a maioria das divisas nas economias emergentes permaneceu estável.
Enquanto isso, o índice DXY — que mede o valor do dólar frente a uma cesta de seis moedas — operou em alta durante a tarde, situando-se próximo a 101,000 pontos após atingir uma mínima de 100,598.
Especialistas alertam para a possibilidade de um cenário desafiador nos próximos meses, com riscos fiscais e políticos que podem impactar o real. Apesar disso, a perspectiva permanece positiva, conforme observam economistas como Dev Ashish e Brendan McKenna, do Société Générale.
No setor de commodities, os preços do petróleo tiveram uma leve queda, com o Brent para setembro fechando em US$ 76,01 por barril, uma redução de 0,38%, mas ainda assim acumulando alta de 5,35% na semana. Francesco Pesole, estrategista de câmbio do ING, apontou que essa estabilização dos preços do petróleo contribui para uma melhoria no ambiente global e mantém um foco nos diferenciais de juros.
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