Dólar fecha abaixo de R$ 5,00 com queda de 1,37%
Movimento se deve à recuperação das divisas emergentes e ajustes na Selic

Nesta segunda-feira (18), o dólar caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a R$ 4,9985, o que marca um retorno da moeda americana abaixo de R$ 5,00 após uma alta significativa na semana anterior.
Esse movimento de desvalorização do dólar reflete a recuperação das moedas de países emergentes e uma diminuição na aversão ao risco no exterior, além de mudanças nas expectativas em relação à taxa Selic.
✨ O menor preço do dólar é positivo para o agronegócio, pois pode reduzir custos na importação de insumos.
Embora a moeda tenha operado acima de R$ 5,00 durante a maior parte do dia, as perdas se acentuaram no final do pregão, atingindo uma mínima de R$ 4,9960.
No acumulado de maio, o dólar apresenta uma alta de 0,92% em comparação com o real, após uma queda de 4,36% em abril. Por sua vez, ao longo deste ano, a moeda americana já registrou uma desvalorização de 8,94% em relação à moeda brasileira.
Do ponto de vista externo, a desvalorização do dólar também é influenciada pela estabilização dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e por comentários mais moderados do presidente Donald Trump sobre o Irã. Isso repercutiu nas bolsas e agraveceu a queda da moeda americana.
Além disso, o preço do petróleo Brent para julho subiu 2,6%, fechando a US$ 112,10 por barril, mas posteriormente retrocedeu para menos de US$ 110 devido a sinais de negociações diplomáticas contínuas.
Jacques Zylbergeld, superintendente do Banco Rendimento, destacou que as declarações de Trump ajudaram a suavizar as perdas nas bolsas e a intensificar a queda do dólar ao final do pregão.
Bruno Shahini, especialista da Nomad, apontou que a alta nas expectativas de juros para o final de 2026, conforme o Boletim Focus, reforça a expectativa de que os juros no Brasil se mantenham elevados por um período prolongado, um fator que fortalece o real.
Contexto
A variação do dólar impacta diretamente na formação de preços de exportação e nos custos de produtos como fertilizantes, defensivos e máquinas no agronegócio.
Com o dólar agora abaixo de R$ 5,00, espera-se uma leve melhora nos custos de itens dolarizados, embora o preço do petróleo continue sendo um fator crítico para fretes e insumos.
A tendência do câmbio nos próximos dias estará atenta ao cenário global, à trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, além da volatilidade dos preços do petróleo.
Sem clarezas sobre esses fatores, o mercado permanecerá sensível a atualizações de notícias geopolíticas e ajustes nas previsões macroeconômicas.
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