Dólar fecha quase estável a R$ 4,89; tendências ficarão ligadas ao cenário internacional
Resistência do real e cenário global elevam preços de commodities

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (12) praticamente estável, cotado a R$ 4,8954, com um leve aumento de 0,08%. Mesmo com a valorização da moeda americana no mercado internacional, o real demonstrou resiliência, permanecendo abaixo de R$ 4,90 pela terceira vez consecutiva.
Durante o dia, a moeda norte-americana alcançou uma máxima de R$ 4,9158 no início da tarde. O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio impulsionou a busca por ativos mais seguros, refletindo nas transações de mercado.
O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã impactou o preço do petróleo, levando o barril do Brent a atingir US$ 107, com um avanço superior a 3%. O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, flutou em torno de 98,300 pontos ao final do dia.
✨ Brasil apresenta resistência do real com juros altos e melhora nos termos de troca.
Analistas destacam que a combinação entre a melhora dos termos de troca e as taxas de juros elevadas limitou as pressões sobre o câmbio. Ricardo Chiumento, diretor de Tesouraria do Banco BS2, afirmou que o dólar encontrou 'fôlego muito limitado' no mercado local devido à expectativa de manutenção da taxa Selic em níveis altos, o que beneficia o diferencial de juros.
Inflation Data: IPCA
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve um aumento de 0,67% em abril, após uma alta de 0,88% em março, elevando a inflação acumulada em 12 meses de 4,14% para 4,39%.
Andrea Damico, economista-chefe da Buysidebrazil, indicou que o Banco Central tende a manter uma política monetária restritiva, sustentando a atratividade do real. Em maio, a moeda americana apresentou uma queda de 1,16%, e desde o início do ano, a retração chega a 10,81%.
As expectativas para o mercado indicam que a trajetória do câmbio no curto prazo seguirá condicionada pela política monetária no Brasil e nos EUA, bem como pelo comportamento do petróleo e a aversão ao risco internacional. Se essas condições se mantiverem, é provável que o dólar permaneça em níveis abaixo de R$ 4,90, segundo análises de especialistas.
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