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economia
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Dólar oscila com negociações EUA-Irã e cenário econômico no Brasil

Mercados reagem a avanços nas conversas de paz e indicadores econômicos.

Carlos Silva25 de maio de 2026 às 09:10
Dólar oscila com negociações EUA-Irã e cenário econômico no Brasil

O dólar iniciou sua jornada nesta segunda-feira (25) refletindo as tensões do cenário global e local. A bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, teve sua abertura marcada para as 10h.

Internacionalmente, o foco está nas evoluções das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que aumentaram as esperanças de um acordo de paz e a reabertura do Estreito de Ormuz. Esse otimismo pressionou os preços do petróleo para baixo, com o barril do Brent cotado a US$ 94,69, recuando 5,51%, e o WTI a US$ 90,99, com uma queda de 5,81%.

No último sábado, o presidente americano, Donald Trump, declarou que os dois países alcançaram um entendimento significativo em suas conversas. No entanto, divergências permanecem sobre pontos críticos nas negociações. Neste domingo, Trump recomendou que seus representantes evitassem pressa nas tratativas.

Neste início de semana, os investidores brasileiros estão atentos à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que pode mostrar uma nova desaceleração econômica. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) também está no radar, podendo dar indícios sobre a inflação prevista para maio.

Politicamente, o Congresso está focado em duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que geram grande repercussão. Na Câmara, a PEC 221/2019, que trata da jornada de trabalho 6x1, é o centro das atenções, enquanto no Senado a PEC 65/2023, que garante autonomia financeira para o Banco Central, continua a ser discutida.

Dólar apresenta os seguintes acumulados: -0,77% na semana, +1,54% no mês e -8,39% no ano.

Quanto ao mercado acionário, o Ibovespa apresenta um desempenho de -0,61% na semana, -5,93% no mês e +9,36% no ano.

A continuidade do conflito no Oriente Médio também impacta a cotação do petróleo. Contudo, as negociações entre EUA e Irã, embora ainda sem um acordo, trouxeram otimismo, uma vez que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, mencionou um progresso nas discussões.

Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve, prometeu uma agenda reformista em sua cerimônia de posse. Sua gestão ocorre em meio a um cenário econômico delicado nos EUA, e suas decisões sobre juros podem ter um grande impacto sobre o valor do dólar e as bolsas globais.

Nas bolsas americanas, o S&P 500 cresceu 0,37%, o Dow Jones avançou 0,58% e o Nasdaq teve uma alta de 0,19%. As bolsas na Europa também seguiram a tendência de alta, impulsionadas pela expectativa de um acordo entre as potências.

Embora as ações na Ásia tenham recuperado parte das perdas anteriores, os índices chineses ainda acumulam quedas devido ao recuo em ações de tecnologia, que foram favorecidas anteriormente pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial.

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