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economia
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Ibovespa avança 1,77% após três dias de queda

Expectativas de resultados da Nvidia impulsionam mercado

João Pereira20 de maio de 2026 às 18:05
Ibovespa avança 1,77% após três dias de queda

Nesta quarta-feira (20), o Ibovespa registrou uma valorização de 1,77%, subindo para 177.355,73 pontos, após três sessões consecutivas de declínio. Esse movimento positivo foi impulsionado pela redução das tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz, pela expectativa em torno dos resultados trimestrais da Nvidia e pela reação à ata do Federal Reserve.

O volume financeiro do dia alcançou R$ 28,1 bilhões. No acumulado da semana, o principal índice da Bolsa brasileira apresenta uma leve alta de 0,04%, enquanto ainda registra uma queda de 5,32% no mês. Desde o início de 2026, o Ibovespa cresceu 10,07%.

Destaques positivos incluem CSN Mineração com alta de 10,29%, Cury com 8,53% e Lojas Renner com 7,77%.

Em contrapartida, as ações da Petrobras tiveram desempenho negativo, com a ON caindo 3,85%, a R$ 49,68, e a PN recuando 3,23%. Isso se deve à queda de quase 6% nos contratos futuros do petróleo Brent e WTI no final da tarde. Além disso, a SLC Agrícola terminou o dia com baixa de 1,61%.

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O otimismo no mercado reflete a expectativa pelos dados da Nvidia, considerada uma referência em tecnologia e inteligência artificial

Nicolas Gass, estrategista de investimentos da GT Capital.

O ambiente externo também influenciou o mercado, com indicações de uma reabertura parcial no Estreito de Ormuz e declarações do presidente dos Estados Unidos sobre o progresso nas negociações com o Irã. Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, destacou que a passagem de embarcações pelo estreito foi um fator que contribuiu para a queda nos preços do petróleo.

Impacto no setor agro

As variações nos preços do petróleo e nas taxas de juros globais são relevantes para o setor agro, afetando custos de diesel, frete e fertilizantes. Contudo, não há previsões específicas para as cadeias agropecuárias no curto prazo.

O mercado continua atento à evolução da crise no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e às futuras diretrizes de política monetária nos Estados Unidos. Sem novos dados sobre repasses para combustíveis ou crédito rural, é difícil prever os impactos imediatos sobre o setor agropecuário.

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