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economia
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Dólar recua 0,46% após dois dias de alta

Moeda americana fecha a R$ 5,1782, com impacto na economia local

Acro Rodrigues25 de junho de 2026 às 18:10
Dólar recua 0,46% após dois dias de alta

Nesta quinta-feira, 25 de junho, o dólar à vista registrou um recuo de 0,46%, encerrando a cotação em R$ 5,1782. Essa baixa se segue a dois dias de valorizações da moeda, quando alcançou R$ 5,22, os maiores valores desde o final de março.

Este movimento de queda se deve, em parte, à divulgação de dados da inflação nos Estados Unidos, que estavam dentro das expectativas, e à realização de lucros no mercado cambial brasileiro. Durante o dia, a moeda americana atingiu uma mínima de R$ 5,1668.

Apesar da queda no fechamento, a moeda acumula alta de 0,26% na semana e avanço de 2,68% em junho, com um ganho de 1,82% no mês anterior.

Até agora, em 2026, o dólar perdeu 5,66% em relação ao real. No cenário internacional, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis moedas principais, apresentou leve baixa, situando-se em cerca de 101,400 pontos ao final do dia.

Precisamente, a leitura do índice de preços de gastos de consumo (PCE), um indicador-chave de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, ficou ligeiramente abaixo do esperado, marcando 4,1% em 12 meses, superando ainda a meta estabelecida em 2%.

Além disso, a terceira leitura do PIB dos Estados Unidos para o primeiro trimestre apontou uma taxa anualizada de 2,1%, superando a expectativa de 1,6%. No cenário doméstico, o IPCA-15 teve alta de 0,41% em junho, um valor abaixo da mediana das projeções de 0,44%.

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O ambiente global de dólar mais forte e a resiliência da economia americana têm reduzido a atratividade das moedas emergentes, como o real.

Andres Abadia, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que o comunicado do Copom não deve ser interpretado como uma sinalização direta de futuras decisões de política monetária.

Os próximos passos para a moeda no mercado cambial dependem dos movimentos do Federal Reserve e de fatores como o apetite global por risco, os preços das commodities e a política fiscal e monetária no Brasil.

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