Economia brasileira enfrenta inflação alta e perspectiva de ajuste monetário
Inflação resiste enquanto exterior apresenta alívio parcial

O cenário econômico atual combina um moderado alívio internacional com uma inflação persistente no Brasil, além de uma expectativa crescente por decisões chave na política monetária. A análise do Rabobank aponta que, apesar de um acordo provisório entre os EUA e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, ainda há divergências significativas nas negociações.
O Estreito de Ormuz continuará interditado por alguns dias enquanto ações são tomadas para assegurar a passagem segura de embarcações. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor em maio trouxe surpresas positivas, com o núcleo do índice de preços (CPI) subindo apenas 0,2%, valor inferior à expectativa de 0,3%.
✨ O dólar encerrou a semana passada cotado a R$ 5,0951, apresentando uma alta de 1,41% do real contra a moeda americana.
O desempenho do real, no entanto, ainda foi considerado o oitavo pior entre 24 moedas de mercados emergentes. O Rabobank prevê uma valorização do dólar em relação ao real ao longo de 2026, estimando uma cotação de R$ 5,35 até o final do ano, influenciada por uma redução no diferencial de juros entre o Brasil e o exterior, pela possível recuperação do dólar global e pelas fragilidades fiscais em um ano eleitoral.
A inflação brasileira permanece em foco, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio subindo 0,58%, superando as expectativas do mercado de 0,53% e a projeção do Rabobank de 0,51%. Mesmo com uma leve desaceleração em comparação a abril, quando o índice teve um aumento de 0,67%, a pressão inflacionária, especialmente em alimentação e habitação, continua.
Os serviços no Brasil mostraram um crescimento de 1,2% em abril, superando as projeções e revertendo uma queda anterior, embora a recuperação ainda seja considerada moderada. Nesta semana, os principais pontos de atenção no Brasil são a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), onde é aguardado um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 14,25%, além da divulgação de dados sobre o varejo e o IBC-Br referentes ao mês de abril. Também estarão no radar os indicadores econômicos do Peru, Chile e Colômbia.
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