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Agronegócio
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Cotação do algodão sofre queda após pressão do mercado internacional

Mudanças no comportamento dos compradores afetam o setor.

Giovani Ferreira20 de maio de 2026 às 11:15
Cotação do algodão sofre queda após pressão do mercado internacional

Os preços do algodão em pluma enfrentam uma desaceleração recente após um período de alta, impactados por quedas no mercado internacional e pela cautela dos compradores brasileiros.

Conforme informações do Cepea, a pressão mais significativa veio da Bolsa de Nova York, levando as indústrias no Brasil a oferecerem preços mais baixos, uma vez que estão tendo dificuldades para repassar custos aos seus produtos.

A combinação de baixas internacionais e a retração no mercado interno tem gerado um movimento mais cauteloso entre os compradores.

Os dados confirmam uma diminuição nas cotações, embora o algodão ainda registre uma alta acumulada ao longo do mês. O Cepea destaca que a retração nos preços externos, especialmente na ICE Futures, fez com que muitos agentes da indústria adotassem uma postura de espera, aguardando cenários mais estáveis antes de novas transações.

As indústrias, por sua vez, estão reduzindo os preços oferecidos para novas compras, enfrentando dificuldades no repasse de custos, o que está diminuindo a velocidade dos negócios e criando um descompasso entre as expectativas de compradores e vendedores.

Enquanto alguns vendedores estão se mostrando mais dispostos a negociar, outros permanecem firmes nas suas propostas, limitando o realinhamento das cotações. Além disso, o cenário internacional continua a ser monitorado, particularmente as negociações entre a China e os Estados Unidos sobre compras de produtos agrícolas.

Contexto

A baixa nas exportações dos Estados Unidos, conforme relatório recente, sugere dificuldades para manter os níveis altos de compra, o que reforça a pressão sobre os preços do algodão.

Embora haja um recuo neste período, as cotações do algodão ainda se beneficiam de um ambiente internacional considerado elevado. Para o setor, acompanhar a relação entre a demanda industrial, as exportações americanas e as decisões da China será crucial para determinar a continuidade dessa baixa ou se haverá novas quedas nos preços.

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