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economia
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Dólar recua em meio a melhores perspectivas no mercado global

Queda ocorre após aumento significativo na semana passada, com foco na inflação

Tiago Abech08 de junho de 2026 às 10:05
Dólar recua em meio a melhores perspectivas no mercado global

Na manhã de segunda-feira, 8 de junho de 2026, o dólar apresenta queda no mercado à vista, após ter registrado alta de 2,27% na semana anterior. Essa retração é impulsionada por uma realização parcial de lucros e uma melhoria do apetite por risco global, desencadeada pela decisão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã de suspender operações militares contra Israel.

O movimento do câmbio reflete um ajuste técnico, após o apreciável aumento da moeda norte-americana na primeira semana de junho. A valorização anterior do dólar foi impulsionada, em parte, por resultados do payroll nos Estados Unidos que superaram as expectativas, aumentando as expectativas de manutenção de taxas de juros elevadas pelo Federal Reserve ao longo deste ano.

O ambiente de juros futuros também operava em queda, acompanhando a diminuição dos rendimentos dos Treasuries.

Enquanto isso, o Ibovespa futuro apresenta leve alta. No cenário internacional, a desaceleração da alta do petróleo minimiza a aversão ao risco dos investidores. A situação foi ainda mais destacada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu a Israel e Irã que cessem imediatamente os ataques entre si.

Projeções de inflação preocupam

No âmbito nacional, o Boletim Focus do Banco Central divulgou que a mediana do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 saltou de 5,09% para 5,11%, superando o teto da meta estipulada em 4,5%. Para 2027, a previsão também registrou um leve aumento de 4,02% para 4,03%.

Entretanto, a previsão para 2028 apresentou uma pequena redução, passando de 3,66% para 3,65%, enquanto as expectativas para 2029 se mantiveram em 3,50%.

Dados da Fundação Getulio Vargas revelaram que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) aumentou para 0,64% na primeira quadrissemana de junho, superior ao fechamento de maio, que foi de 0,60%.

Em um cenário de lenta recuperação, o setor agropecuário continua atento à flutuação do dólar e ao preço do petróleo, aspectos que impactam diretamente na competitividade das exportações e no custo de insumos e logística. Contudo, até o momento, não há informações detalhadas que possam quantificar os efeitos imediatos sobre as cadeias produtivas ou commodities.

Portanto, o mercado deve continuar monitorando de perto os desdobramentos no Oriente Médio, a condução da política monetária nos Estados Unidos e as previsões de inflação no Brasil. A ausência de novos dados setoriais nesta manhã limita a capacidade de realizar previsões específicas sobre os preços agropecuários no curto prazo.

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