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economia
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Estatais federais apresentam déficit recorde de R$ 5,93 bilhões em 2026

O resultado alarmante ocorre no pior período desde 2002, com impacto nos Correios.

Gabriel Azevedo29 de maio de 2026 às 09:15
Estatais federais apresentam déficit recorde de R$ 5,93 bilhões em 2026

O Banco Central divulgou que as empresas estatais federais enfrentaram um déficit de R$ 5,93 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026, o maior para este período desde o início da série histórica em 2002.

Esse resultado negativo significa que os gastos das estatais superaram suas receitas. Comparado a 2025, quando o déficit foi de R$ 2,73 bilhões, a situação atual é alarmante, uma vez que já ultrapassa o total do déficit de R$ 5,1 bilhões registrado ao longo de todo o ano passado.

Os Correios, principal estatal, enfrentam uma grave crise financeira, refletida nas contas das estatais federais.

As estatísticas do Banco Central excluem a Petrobras e a Eletrobras, ambas não consideradas nas análises desde 2009. O cálculo abrange empresas como Correios, Infraero e Dataprev, e se baseia na variação da dívida.

Crise nos Correios

A crise financeira dos Correios tem se agudizado, e a estatal registrou perdas de R$ 8,5 bilhões em 2026, mais que o triplo do prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2025. Essa foi a 14ª sequência de trimestres com prejuízo para a empresa.

O governo ajudou os Correios ao aprovar um empréstimo de R$ 12 bilhões para a quitação de dívidas. O presidente da empresa, Emmanoel Rondon, alertou que será necessário mais R$ 8 bilhões em 2027 para enfrentar a crise.

Expectativas até 2030

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 prevê que as estatais continuarão a registrar déficits até 2030. Apesar do plano de reestruturação dos Correios, a situação econômica da empresa é considerada crítica, com medidas de contenção em análise.

O governo federal já admite a necessidade de investimentos adicionais nos Correios até 2027.

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