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economia
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Estoques de petróleo nos EUA caem mais que o esperado

Redução acentua preocupações com oferta e demanda no setor

João Pereira20 de maio de 2026 às 12:35
Estoques de petróleo nos EUA caem mais que o esperado

Os estoques comerciais de petróleo nos Estados Unidos registraram uma queda de 7,863 milhões de barris na semana encerrada em 15 de dezembro, totalizando 445,013 milhões de barris, conforme dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA nesta quarta-feira.

Essa redução superou as previsões de analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal, que esperavam uma diminuição de cerca de 3 milhões de barris. Além disso, o relatório revelou uma diminuição dos estoques de gasolina, que diminuíram em 1,548 milhões de barris, alcançando 214,163 milhões, abaixo da expectativa de queda de 2,7 milhões de barris.

Em contraste, os estoques de destilados, que incluem o diesel, aumentaram em 372 mil barris, totalizando 102,906 milhões, contrariando a expectativa de uma queda de 1,2 milhão. A taxa de utilização das refinarias caiu de 91,7% para 91,6%, abaixo da previsão que estimava um aumento para 92,3%.

Os estoques em Cushing, referência para contratos nos EUA, recuaram 1,604 milhão de barris para 25,818 milhões.

O Departamento de Energia também comunicou uma redução na produção média diária de petróleo, que caiu para 13,702 milhões de barris. Estas informações são cruciais para entender a dinâmica entre oferta e demanda no mercado americano, que influencia os preços internacionais de energia.

Para o setor agropecuário, essas métricas são vitais, pois combustíveis e derivados de petróleo impactam diretamente o transporte de grãos, carnes e insumos, além de influenciar nos custos operacionais das máquinas.

Contexto

O relatório não especifica se haverá repasses imediatos nos preços finais dos combustíveis, o que limita a compreensão dos efeitos de curto prazo.

Esses dados revelam um aperto nos estoques de petróleo bruto nos EUA, com movimentos mistos em gasolina, destilados e refino. A análise de próximos relatórios e as reações das cotações internacionais serão cruciais para avaliar os possíveis impactos no diesel, nas tarifas de frete e nos custos logísticos ao longo das cadeias do agronegócio.

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