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economia
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Petrobras pode reajustar gasolina, mas não transferirá ansiedade ao consumidor

Magda Chambriard diz que aumentos dependem de aprovação de projeto de lei

João Pereira28 de abril de 2026 às 15:50
Petrobras pode reajustar gasolina, mas não transferirá ansiedade ao consumidor

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a estatal poderá aumentar os preços da gasolina, condicionando tal decisão à aprovação de um projeto que visa redução de tributos sobre combustíveis pelo Congresso Nacional.

"Estamos aguardando a legislação referente ao PIS e Cofins na gasolina. Se aprovada, nossa situação financeira pode permitir ajustes nos preços sem impactos diretos para os consumidores", explicou Chambriard a jornalistas após um evento no Rio de Janeiro.

A companhia não planeja transferir a instabilidade do mercado ao consumidor, apesar das oscilações no preço do petróleo.

Ela ressaltou que a maioria da gasolina comercializada pela Petrobras não é importada, favorecendo a estatal em momentos de alta nos preços internacionais, especialmente em um cenário marcado por tensões no Oriente Médio.

Impacto do Projeto de Lei

Recentemente, o governo brasileiro apresentou um projeto de lei que permite o uso de receitas extraordinárias oriundas do aumento dos preços do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis.

De acordo com Chambriard, a aprovação deste projeto poderia criar espaço para que a Petrobras reajuste seus preços, sem que isso refletisse diretamente nas tarifas pagas pelos consumidores.

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"Entendemos que a isenção de PIS e Cofins possibilitará respostas adequadas aos nossos investidores, mantendo a estabilidade dos preços para o consumidor", observou.

Perspectivas para o Futuro

Questionada sobre a possibilidade de um aumento no preço da gasolina, Magda respondeu: "Se o Congresso decidir pela mudança, isso pode acontecer. Entretanto, nossa prioridade é manter a calma no mercado e não repassar a ansiedade para os brasileiros."

A estratégia da empresa, segundo a presidente, é gerenciar a situação sem que a "ansiedade" das oscilações externas, como as declarações de líderes internacionais, impactem o consumidor nacional.

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