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economia
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Estreito de Ormuz impacta preços de energia e fertilizantes

Conflito no Irã afeta mercado global, mas efeitos nas commodities agrícolas são limitados.

Carlos Silva29 de maio de 2026 às 10:45
Estreito de Ormuz impacta preços de energia e fertilizantes

O fechamento quase total do Estreito de Ormuz, devido ao atual conflito no Irã, está provocando mudanças significativas no mercado global de combustíveis e fertilizantes, com efeitos mais notáveis nos preços de energia do que nas commodities agrícolas até o momento.

De acordo com o Rabobank, em sua análise da RaboResearch, a normalização das atividades na região poderia levar até três meses. Como resultado, a instituição revisou suas projeções de preços de energia, elevando as expectativas no mais recente relatório.

Os preços futuros de energia estão em alta, em resposta ao conflito.

No setor agrícola, por outro lado, a reação inicial foi menos intensa. Embora os preços futuros tenham registrado um aumento desde o início do conflito, essa alta ficou aquém do que foi observado no petróleo bruto. Tal comportamento é atribuído ao fato de que o conflito ocorreu sem impactos diretos sobre os principais fluxos comerciais de grandes países produtores e exportadores de produtos agrícolas.

Assim, a falta de um aumento acentuado nos preços não deve ser considerada como sinal de total estabilidade no setor. O relatório do banco ressalta que, embora os efeitos imediatos sobre os preços agrícolas sejam moderados, o cenário de risco mudou de maneira relevante.

Um dos principais pontos críticos concentram-se nos fertilizantes. O aumento nos preços pode levar à diminuição das taxas de aplicação e da área plantada. Se outras condições se mantiverem inalteradas, isso pode restringir o potencial de produção agrícola, criando um ambiente que pode favorecer uma alta nos preços no médio prazo.

A análise do Rabobank é dividida em duas partes: a primeira examina como um aumento prolongado nos preços do petróleo poderia impactar os preços futuros das commodities agrícolas, embasando-se em análises históricas. A segunda parte foca nos riscos de médio prazo para a produção e os preços resultantes do choque nos custos de fertilizantes.

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