Petrobras retoma UFN-III e prevê operação em 2029
Retomada das obras em Três Lagoas traz investimentos e empregos ao setor

A Petrobras anunciou a revitalização das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas, com expectativa de início das operações comerciais em 2029, após um investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão.
A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração da estatal na última segunda-feira (13), decorrente de uma reavaliação que confirmou a viabilidade financeira e técnica do projeto.
Retomada e Impacto Econômico
A expectativa é que as obras sejam reiniciadas ainda no primeiro semestre de 2026, visando assinar os contratos necessários. Durante a construção, cerca de 8 mil postos de trabalho devem ser gerados.
✨ A UFN-III estava paralisada desde 2015 e voltou a ser prioridade da Petrobras em 2023.
William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras, salientou que a continuidade do projeto fortalece a ligação com o agronegócio e diminui a dependência nacional de fertilizantes importados.
A localização estratégica da planta em Três Lagoas facilita o acesso a mercados no Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil.
Com capacidade de produção de 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas diárias de amônia, a UFN-III destinará a maior parte de sua produção a estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.
Contexto adicional
A revitalização da UFN-III representa um ponto importante na estratégia da Petrobras para se estabelecer novamente no setor de fertilizantes, um mercado crítico para a agricultura brasileira.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de economia

Inflação pode subir com El Niño e aumento de preços de fertilizantes
Economistas alertam para pressão inflacionária em 2026 e 2027

Diesel sobe quase 20% com alta do petróleo e Petrobras aumenta produção
Conflitos no Oriente Médio impulsionam os preços globais da commodity.

Produção de petróleo do Brasil atinge recorde histórico em março de 2026
Aumento significativo impulsionado por novas plataformas no pré-sal

Campos Neto: estamos analisando a seca, que prejudica regiões agrícolas.
Roberto Campos Neto destaca que regiões mais produtivas do país enfrentam falta de chuva e pressiona inflação de alimentos





