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economia
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Expectativa para Selic em 2026 se mantêm em 13,25%

Banco Central revela mudanças nas projeções do mercado conforme crise no Oriente Médio.

Ricardo Alves25 de maio de 2026 às 09:25
Expectativa para Selic em 2026 se mantêm em 13,25%

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (25) que a mediana para a taxa Selic ao final de 2026 permanece em 13,25%. No entanto, as mais recentes estimativas do mercado refletiram mudanças devido a um ambiente de incerteza global e à pressão nos preços do petróleo, em parte provocada pela guerra no Oriente Médio.

Atualmente, a Selic está fixada em 14,50% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) realizar cortes de 0,25 ponto percentual nos juros em 2026. Observando apenas as 97 novas projeções recebidas nos últimos cinco dias, a mediana foi ajustada de 13,25% para 13,50%, indicando uma revisão nas expectativas em relação ao ciclo de afrouxamento monetário.

Previsões para anos futuros

Para 2027, a mediana das projeções manteve-se em 11,25% pela segunda semana consecutiva, embora um mês atrás a previsão fosse de 11,0%. Considerando os 94 últimos prognósticos, a taxa foi ajustada de 11,50% para 11,38%. Em relação a 2028, a expectativa continuou em 10,0% pela 18ª semana seguida, assim como em 2029, onde a previsão se manteve em 10,0%, contra 9,75% no mesmo período anterior.

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Na ata da reunião mais recente, o Copom enfatizou que seguirá operando com ‘cautela e serenidade’ na gestão da política monetária.

A trajetória da Selic é crucial para o setor agropecuário, pois impacta custos de crédito e investimentos.

O Copom destacou que a conectividade entre a taxa de juros e a inflação é vital. O prolongamento dos juros elevados pode restringir as condições financeiras, especialmente para setores que dependem fortemente de financiamento. Embora o relatório abordasse o cenário geral, não foram especificados impactos setoriais detalhados.

Contexto

As expectativas da Selic estão condicionadas ao comportamento da inflação e ao contexto econômico internacional. A sinalização de cautela do BC indica que futuras revisões dependerão da evolução dos preços de energia, da continuidade do conflito no Oriente Médio e da percepção do mercado sobre a convergência inflacionária.

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