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economia
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Falta de Análise de Riscos Socioambientais Afeta Mercado de Títulos no Brasil

Instituições financeiras e empresas não seguem normas mínimas

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 02:00
Falta de Análise de Riscos Socioambientais Afeta Mercado de Títulos no Brasil

Um recente levantamento da Associação Soluções Inclusivas Sustentáveis divulgado revela que o mercado brasileiro de títulos sustentáveis, aqueles vinculados a critérios ambientais, sociais e de governança, ainda enfrenta falhas significativas na análise de riscos socioambientais.

A pesquisa avaliou a atuação de 22 instituições financeiras, 37 empresas dos setores agropecuário, de alimentos, bebidas e biocombustíveis, além de 32 companhias do setor elétrico, com foco nas emissões de poluentes entre 2021 e 2025. Os resultados indicam que as medidas de diligência realizadas por essas entidades são insatisfatórias.

A média de diligências essenciais realizadas pelos bancos foi de apenas 4,2 de 24, ou 17,5%.

Apesar de haver regulamentações, nenhuma das 18 instituições financeiras consultadas verificou a cadeia de suprimentos das empresas beneficiárias, o que levanta preocupações sobre a efetividade das práticas sustentáveis adotadas.

A verificação do cadastro de empregadores ligados ao trabalho escravo foi a ação mais frequentemente realizada, presente em 83,3% das instituições, enquanto as análises relacionadas ao desmatamento e infrações ambientais foram notadas em casos pontuais.

Desempenho no Agronegócio e Setor Elétrico

No setor agropecuário, as empresas admitiram realizar, em média, apenas três das 24 diligências recomendadas, totalizando 12,5%. A falta de consulta a processos judiciais socioambientais e investigações do Ministério Público sobre fornecedores também foi notada, além da escassez de auditorias e visitas in loco.

No que diz respeito ao setor elétrico, a análise de riscos climáticos e a biodiversidade foi considerada insatisfatória. Quase 50% das companhias apresentaram investigações ou procedimentos no Ministério Público, indicando a necessidade de um monitoramento mais rigoroso.

Contexto

A Taxonomia Sustentável Brasileira visa proporcionar diretrizes claras para investimentos sustentáveis, mas sua implementação tem sido desafiadora, aumentando o risco de greenwashing no mercado.

Para a SIS, o crescimento do mercado de títulos sustentáveis não foi acompanhado por controles adequados que garantam a sinceridade das emissões. A entidade sugere a adoção de critérios mais rigorosos de elegibilidade e diligência para garantir o alinhamento adequado com a legislação brasileira.

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