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economia
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Fed de Chicago alerta sobre persistência da inflação nos EUA

Austan Goolsbee destaca impactos da inflação em diversos setores

Camila Souza Ramos12 de maio de 2026 às 17:10
Fed de Chicago alerta sobre persistência da inflação nos EUA

Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve de Chicago, informou que os últimos dados de inflação nos Estados Unidos indicam uma situação preocupante, apontando a continuidade das pressões sobre os preços e sinalizando a necessidade de um controle mais rígido antes de considerar cortes nas taxas de juros.

Pressões Inflacionárias Persistentes

Em um evento promovido pela Câmara do Comércio de Greater Rockford, Goolsbee observou que a inflação não só está sendo afetada pelos preços do petróleo e tarifas, mas também se espalha por diferentes setores da economia americana. A situação atual exige uma vigilância rigorosa sobre a inflação de serviços, que continua sendo uma das principais preocupações do banco central.

Após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de abril, Goolsbee destacou que o resultado estava alinhado com as expectativas do mercado, porém, a taxa anual apresentou um leve aumento em relação ao previsto. Os detalhes específicos do índice não foram revelados.

Olhando para o futuro, Goolsbee permanece otimista sobre a possibilidade de uma redução das taxas de juros, contanto que haja progresso no controle da inflação.

Condicionantes do Mercado de Trabalho

Ele também comentou que, neste momento, não há um confronto acentuado entre inflação e emprego, já que o mercado de trabalho se mantém estável, embora ainda não seja considerado robusto. 'Está estável, mas não em um bom estado', comentou Goolsbee, ressaltando que o cenário econômico exige cautela.

Goolsbee ressaltou que os riscos associados ao crédito privado apresentam uma realidade diferente da observada durante a crise financeira de 2007 a 2009, evidenciando um desconforto menor nas instituições financeiras tradicionais.

As declarações do presidente do Fed geram expectativa no mercado, que aguarda os próximos relatórios sobre inflação e crescimento econômico, os quais guiarão as decisões de política monetária nos meses seguintes.

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