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agricultura
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Taxas de juros do Plano Safra provocam aumento na equalização de custos

Aumento na equalização de juros pela União impacta custo total do Plano Safra.

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 14:30
Taxas de juros do Plano Safra provocam aumento na equalização de custos

O governo anunciou que a redução nas taxas de juros para o Plano Safra 2026/27 resultou em um aumento significativo no custo da equalização financeira. O valor saltou de R$ 13,5 bilhões na safra anterior para R$ 18,2 bilhões ao longo de dez anos.

De acordo com as autoridades, no primeiro semestre de 2026, o gasto orçamentário estimado será de R$ 1,7 bilhão, valor que está assegurado no caixa do Tesouro Nacional, dispensando a necessidade de suplementação, conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda.

Autorização e impacto nas instituições financeiras

A autorização para o pagamento da equalização foi formalizada pelo Ministério da Fazenda, permitindo que 26 instituições financeiras, incluindo bancos e cooperativas de crédito, iniciem a oferta de empréstimos com taxas mais acessíveis aos agricultores.

A equalização de juros para a safra atual deve totalizar R$ 6,1 bilhões, com R$ 3,4 bilhões destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Para 2026, está prevista a liberação de R$ 767 milhões voltados à agricultura familiar e R$ 954 milhões para produtores de médio e grande porte. Além disso, os gastos esperados para 2028 somam R$ 3,3 bilhões.

Critérios de operação e acompanhamento

A portaria 2.170/2026 distribuí R$ 141,9 bilhões em limites equalizáveis, que serão utilizados em diversas linhas de créditos. O Tesouro Nacional poderá ajustar esses limites, suspendendo novas contratações caso haja insuficiência orçamentária.

Historicamente, em fevereiro de 2025, a falta de recursos levou à suspensão temporária de novas contratações. Essa situação foi resolvida após a aprovação de um crédito extraordinário pelo Congresso Nacional.

As instituições financeiras devem realizar a gestão dos recursos e comunicar mensalmente à Secretaria do Tesouro Nacional sobre os valores recebidos, sob pena de sanções se não cumprirem com as exigências.

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