Voltar
economia
2 min de leitura

FMI reduz previsão de crescimento global devido a conflitos

A economia mundial enfrenta desaceleração por conta da guerra no Oriente Médio

Tiago Abech09 de abril de 2026 às 11:50
FMI reduz previsão de crescimento global devido a conflitos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou uma revisão negativa em suas previsões de crescimento econômico global, influenciada pelos conflitos recentes envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que começaram em 28 de fevereiro.

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, revelou que mesmo em um cenário otimista, a atividade econômica global deve desacelerar. "Até nosso cenário mais favorável indica um crescimento mais lento, devido aos danos em infraestrutura, interrupções de fornecimento e perda de confiança", explicou durante seu discurso às vésperas das reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, programadas para 13 a 18 de abril em Washington.

A previsão de crescimento global para 2026 e 2027 foi ajustada para baixo, refletindo um cenário de incerteza elevada.

Em janeiro, o FMI esperava que a economia mundial avançasse 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027, mas essas previsões agora foram revistas, apontando para um crescimento mais morno, mesmo que o conflito se estabilize.

Georgieva enfatizou que atualmente o cenário é complexo, com múltiplas possibilidades a serem consideradas, variando desde uma recuperação rápida até situações onde os preços de petróleo e gás permanecem altos por mais tempo. Ela alertou que o conflito já gerou consequências severas na oferta energética global, com uma redução de aproximadamente 13% na produção diária de petróleo e 20% no fornecimento de gás natural.

Essas interrupções estão provocando reações em cadeia significativas, afetando não apenas o abastecimento de combustíveis, mas também levando ao fechamento de refinarias e riscos de déficit de alimentos em várias regiões.

Por fim, Georgieva destacou que a situação atual pode pressionar a inflação global. Ela recomendou que os bancos centrais se preparem para possíveis aumentos nas taxas de juros para conter a inflação.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia